terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Série o rei Davi - Introdução

 

Por: Jânio Santos de Oliveira

  Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra

 Pastor Presidente: Eliseu Cadena

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Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor! 





  • O sumário da biografia completa do rei Davi
  •   I.          A biografia de Davi.
  •   II.        Os talentos de Davi.
  •   III.      Davi, um homem segundo o coração de Deus?
  •   IV.      O tempo de Deus na vida do rei Davi.
  •   V.       As três unções do rei Davi.
  •   VI.     As conquistas do rei Davi.
  •   VII.   A restauração espiritual de Davi.
  •   VIII . Davi e o preço da negligência na família
  •   IX.    Os cinco Gigantes que Davi não Venceu.
  •   X.     Não retires de mim o teu Espírito Santo (Sl 51.11).
  •   XI.      A Diferença entre Saul e Davi.
  •   XII.   A perpetuidade do reinado de Davi.
  •   XIII. Davi, um tipo de Cristo.





Davi foi o segundo rei de Israel e o mais importante de todos.  Sua história abrange os seguintes livros da Bíblia:  Parte de I Sm (a contar de I Sm 16, 2 Sm inteiro, sua velhice e morte em I Rs 1.1-4, 2 .1-11 , e todo o livro de I Crônicas.

 Acrescenta-se ainda como fonte de dados parte do livro de Salmos (73 deles  escrito por Davi) e as referências a sua pessoa em toda a Bíblia.
Bisneto de Rute e Boaz; filho de Jessé; Davi foi escolhido por Deus (I Sm 13.14; At 13.22) e ungido por  Samuel em Belém após o Senhor ter rejeitado a  Saul I Sm 16.1-13.
Davi foi selecionado para ministrar na presença de Saul quando este estivesse endemoninhado; foi  então que se conheceram (I Sm 16. 17-21). No início estava tudo bem, mas logo depois da vitória de Davi sobre o gigante Golias (I Sm 17.25-27; 33-40; 45- 51), quando Israel voltava da batalha contra os filisteus, as mulheres saudaram a Davi com um cântico: “Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares” (I Sm 18. 7-9) e daquele dia em diante o atormentado Saul tentou matar a Davi.
Cada vez mais Saul odiava a Davi, perseguindo-o por muito tempo. A vida de Davi passou por um longo período de fuga, sofrimento e peregrinação.
Após a morte de Saul, Davi foi orientado por Deus a voltar para a sua terra natal;  ali seus compatriotas da tribo de Judá o ungiram rei, estabelecendo Davi o seu governo sobre a tribo de Judá em Hebrom durante sete anos e meio (2 Sm 2 .1-4,11; I Cr 3.4). No início houve guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi (II Sm 3.1); Isbosete, descendente de Saul, havia sido proclamado rei (foi ungido por Abner, chefe do exército de Saul) sobre o restante de Israel na cidade de Maanaim, entretanto, com a morte de Abner e de Isbosete, Davi é ungido rei sobre todo Israel em Hebrom (2 Sm 5.1-5), posteriormente transferindo a sede do governo para Jerusalém após conquistar a cidade ( Sm 5.6-10).



I. A biografia de Davi

 

Muitos personagens bíblicos são referenciais para nossas vidas, por nos deixarem exemplos de fé, coragem, obediência e paciência. 

 

Mas, só um foi considerado pelo próprio Deus “O homem segundo o meu coração” (I Sm 13.14): Davi, o maior rei de Israel.


Quem foi Davi? Um homem perfeito, sobrenatural, isento de pecados? Não! Davi era semelhante a qualquer um de nós, porém, aprendeu que a melhor maneira de alcançar o coração de Deus é o caminho da adoração, da humildade, da sinceridade e do arrependimento. 

 

O nome Davi, do hebraico dāwid (דּוד), literalmente, “amado”, está associado à adoração, ao louvor, ao culto, a poesia, à liturgia e à oração. No livro de Neemias (12.36) há duas peculiaridades a respeito de nosso personagem que desejo usar como eixo norteador de nossa análise.

 


 Davi, nome que significa “amado”, foi segundo rei de Israel e autor de muitos salmos da Bíblia. Após matar o gigante Golias, conquistou o povo por sua coragem e liderança. Preocupado que Davi estivesse tentando tomar seu trono, o rei Saul passou a persegui-lo. Mas depois que Saul morre em batalha, Davi é ungido como rei de todo o Israel. Tempos depois, Davi planeja a morte de Urias, seu soldado para encobrir seu adultério com Bate-Seba, mas depois mostra grande arrependimento demonstrando o motivo de ser chamado o homem segundo o coração de Deus. Antes de morrer, ele escolhe seu filho Salomão como seu sucessor. Sua história está registrada nos livros de 1 e 2 Samuel.

 

 

 

História do rei Davi

 

Davi foi o oitavo filho e caçula de Jessé, um morador de Belém. Seu pai parece ter sido um homem de vida simples. O nome da sua mãe não está registrado na Bíblia. Alguns sugerem que ela era a Naás de 2Samuel 17:25. Quanto à sua aparência, só sabemos que ele era ruivo, com olhos bonitos e um rosto gentil (1Samuel 16:12; 17:42).

 

 

 

A primeira ocupação de Davi, foi a de cuidar das ovelhas de seu pai no território de Judá. Suas primeiras façanhas registradas foram seus encontros com os animais selvagens do campo. Ele menciona que, sozinho, ele matou um leão e também um urso, quando eles saíram contra seu rebanho (1Samuel 17:34-35).

 

A unção de Davi

 

Enquanto Davi era jovem e estava assim envolvido com seus rebanhos, o profeta Samuel fez uma visita inesperada a Belém, tendo sido guiado para lá pela direção divina (1Samuel 16:1-13). Lá, ele ofereceu sacrifício, e chamou todos os filhos de Jessé para a refeição sacrificial. Entre todos os que apareceram antes dele, ele não conseguiu descobrir o que ele procurava. Davi foi enviado até ele e o profeta imediatamente o reconheceu como escolhido por Deus, escolhido para suceder a Saul, que agora se afastava dos caminhos de Deus, em seu reinado. Como um ato profético, ele um derramou o óleo sobre a cabeça de Davi o ungindo. Após isso, Davi voltou a sua vida de pastor, mas o Espírito do Senhor veio sobre ele desde aquele dia e também se afastou do rei Saul (1Samuel 16:13-14).

 

 

 

Pouco tempo depois, Davi foi enviado para acalmar com sua harpa o rei Saul que estava sendo atormentado por um espirito. Ele ministrou perante o rei com tanta habilidade que Saul foi muito animado e começou a ter grande carinho pelo jovem pastor. Depois disso, ele voltou para casa em Belém.

 

 

 

Davi e Golias

 

Os exércitos dos filisteus e de Israel estavam em batalha no vale de Elá, a cerca de 10km ao sudoeste de Belém e Davi foi enviado por seu pai com provisões para seus três irmãos, que estavam lutando ao lado do rei Saul. Ao chegar no acampamento dos israelitas, Davi (agora cerca de vinte anos de idade) foi informar-se sobre a situação da batalha quando o campeão dos filisteus, Golias, um gigante, veio desafiar Israel.

 

 

 

Ouvindo Golias, Davi aceitou o desafio. Ele pegou sua funda colocou uma pedra que havia tirado do ribeiro e lançou em Golias. A pedra cravou na testa do gigante, de modo que ele caiu sem sentido no chão. Davi então correu e matou-o, cortando sua cabeça com sua própria espada (1Samuel 17). O resultado foi uma grande vitória para os israelitas, que perseguiram os filisteus até os portões de Gate e Ecrom.

 

 

 

A popularidade de Davi que resultou desse heroísmo despertou o ciúme de Saul (1Samuel 18:6-16). Ele passou a ter um ódio amargo em relação a ele, e pensar em maneiras de o matá-lo (1Samuel 18-30). Os planos do rei enfurecido, que não podia deixar de observar o quanto Davi prosperava, se tornaram inúteis e apenas aproximou o jovem herói ao povo, e especialmente a Jônatas, o filho do rei Saul, com quem Davi formou uma grande amizade ao longo da vida.

 

 

 

Davi na caverna de Adulão

 

Para escapar da ira do rei Saul, Davi fugiu para junto do profeta Samuel em Ramá, que o recebeu (1Samuel 19:12-18) e habitou entre os filhos dos profetas, que estavam lá sob o treinamento de Samuel. Algum supõe os Salmos 6, 7 e 11 foram compostas por ele neste momento.

 

 

 

Ramá ficava apenas cinco quilômetros da residência de Saul, que logo descobriu para onde Davi tinha fugido e tentou ineficazmente trazê-lo de volta. Jônatas tentou convencer seu pai a ver Davi com melhores olhos (1Samuel 20), mas, descobriu não era seguro que Davi voltasse, mas que ficasse longe do rei.

 

 

 

De acordo a Bíblia, Davi foi primeiro para Nobe (1Samuel 21:1-9) e depois para Gate, a principal cidade dos filisteus. O rei dos filisteus não admitiu que Davi ficasse em Gate e então ele foi para a caverna de Adulão (1Samuel 22:1-4, 1Crônicas 12:8-18). Aqui em pouco tempo, 400 homens se reuniram ao seu redor e reconheceram-no como seu líder.

 

 

 

Foi nesse tempo que Davi, em meio ao assédio e aos perigos de sua posição, disse: “Oh, aquele me daria beber da água do poço de Belém”. Quando três de seus soldados correndo perigo, atravessaram o campo dos filisteus e trouxeram-lhe a água para a qual ele desejava (1Samuel 23:13-17), mas que não beberia.

 

 

 

Davi poupa a vida de Saul

 

Com a raiva do fracasso de todos os seus esforços para apoderar-se de Davi, Saul deu ordens para o massacre de toda a família sacerdotal em Nobe, cerca de de oitenta e cinco pessoas foram mortas. As tristes notícias do massacre foram trazidas a Davi por Abiatar, filho de Aimeleque, o único que escapou.

 

 

 

Ouvindo Davi que Queila, uma cidade na fronteira ocidental, foi assediada pelos filisteus, ele e seus homens foram e a livraram (1Samuel 23:1-14). E então, por medo de Saul, ele fugiu para uma região montanhosa no território de Judá. Enquanto acampava ali, na floresta do distrito de Zife, ele foi visitado e encorajado por Jônatas (1Samuel 23:16-18). Os dois agora se separaram para nunca mais se encontrarem.

 

 

 

O rei Saul continuou a perseguir Davi, que novamente escapou e fugiu para os penhascos e barrancos de En-Gedi, na margem ocidental do Mar Morto (1Samuel 23:29). Aqui Saul, que ainda o perseguiu com seu exército, escapou por pouco, através da abundante tolerância de Davi que teve a oportunidade de matá-lo mas poupou sua vida. Ser poupado por Davi fez com que Saul deixasse de persegui-lo. Davi se dirigiu a Maom, onde, com seus 600 homens, ele se manteve com as contribuições recolhidas do distrito. Aqui ocorreu o incidente relacionado com Nabal e sua esposa Abigail (1Samuel 25), com quem Davi se casou após a morte de Nabal.

 

 

 

Davi poupa a vida de Saul novamente

 

Saul voltou a sair em busca de Davi, que se escondeu no monte Haquila, que está a entrada de Jesimom, no deserto de Zife, e foi uma segunda vez poupado por sua tolerância. O rei Saul voltou para casa, professando vergonha e arrependimento pela maneira como ele havia tratado Davi e predizendo sua elevação ao trono (1Samuel 26).

 

 

 

Luta contra Israel

 

Assediado pela necessidade de se deslocar de um lugar para outro através do medo de Saul, Davi mais uma vez buscou refúgio entre os filisteus (1Samuel 27). Ele foi recebido pelo rei, que lhe designou Ziclague como sua residência. Aqui, Davi viveu entre seus seguidores por algum tempo como um chefe independente envolvido em frequentes guerras com os amalequitas e outras tribos no sul de Judá.

 

 

 

Aquis convocou Davi com seus homens para se juntarem ao seu exército contra Saul, mas os filisteus desconfiaram da lealdade de Davi, e, portanto, ele foi enviado de volta a Ziclague. Quando ele chegou a cidade havia sido saqueada e queimada. Davi perseguiu os invasores amalequitas, e os venceu. Ao retornar a Ziclague, chegou a ele a notícia da morte de Saul (2Samuel 1). Um amalequita trouxe a coroa e bracelete de Saul e colocou-os a seus pés. Davi e seus homens arrumaram suas roupas e lamentaram por Saul, que havia sido derrotado em batalha perto do monte Gilboa.

 

 

 

Davi rei sobre Judá

 

Davi e seus homens agora partiram para Hebrom sob a direção divina (2Samuel 2:1-4). Lá eles foram cordialmente bem-vindos, e ele foi imediatamente ungido como rei. Ele tinha agora cerca de trinta anos de idade.

 

 

 

Mas seu título para o trono não foi incontestável. Abner tomou Isbosete, o único filho restante de Saul, e o coroou como rei. Então começou uma guerra civil em Israel. O primeiro encontro entre os dois exércitos opostos, conduzido por um lado por Abner, e por outro por Joabe, ocorreu em Gibeão. O exército de Davi derrotou Abner. Outros encontros, no entanto, entre Israel e Judá seguiram (2Samuel 3:1,5), mas ainda o sucesso foi do lado de Davi. Pelo espaço de sete anos e meio, Davi reinou em Hebrom. Abner tentou se aproximar de Davi mas foi traiçoeiramente morto por Joabe em vingança por ter matado seu irmão Asael em Gibeão (1Samuel 3:22-39). Davi lamentou pela morte de Abner. Pouco depois, Isbosete também foi morto por dois cananeus de Beerote. Agora sem oponentes Davi foi ungido rei sobre todo o Israel (2Samuel 4:1-12).

 

 

 

Davi rei sobre todo o Israel

 

Os anciãos de Israel foram a Hebrom e ofereceram fidelidade a Davi em nome de todos os israelitas (2Samuel 5:1-5).

 

 

 

Depois de ungido rei sobre todo Israel, Davi buscava uma nova sede de governo, mais apropriada do que Hebrom, como a capital do seu reino. Naquele tempo, havia uma fortaleza dos jebuseus na colina de Sião, chamada também Jebus. O rei Davi expulsou jebuseus transformando esse lugar na capital de Israel. Ele estabeleceu aqui a sua residência e depois construiu para si um palácio com auxílio de comerciantes de Tiro (2Samuel 5:6-12).

 

 

 

Os filisteus, que há algum tempo observaram uma espécie de trégua, fizeram guerra contra o rei Davi, mas foram derrotados em batalha em um lugar depois chamado de Baal-Perazim. Mais uma vez invadiram a terra e passaram pela segunda vez por ele. Assim ele libertou Israel de seus inimigos (2Samuel 5:13-25).

 

 

 

O rei Davi traz a arca para Jerusalém

 

Davi resolveu trazer a arca da aliança para sua nova capital (2Samuel 6). Foi na casa de Abinadabe em Quiriate-Jearim, a cerca de onze quilômetros de Jerusalém, onde ficou durante muitos anos, desde o momento em que os filisteus a mandaram para casa (1Samuel 6-7).

 

 

 

Em consequência da morte de Uzá (porque era uma ordenança divina que somente os levitas deveriam manusear a arca, Números 4), que havia segurado a arca quando o carro em que estava sendo transportada sacudiu por causa da estrada, o rei Davi manteve a comitiva e levou a arca para a casa de Obede-Edom, um filisteu de Gate.

 

 

 

Depois de três meses, o rei Davi trouxe a arca da casa de Obede-Edom até Jerusalém. Aqui foi colocada em uma nova tenda Davi erigiu para o propósito. Cerca de setenta anos se passaram desde que ela estava no tabernáculo em Silo. O antigo tabernáculo estava agora em Gibeá, no qual Zadoque ministrava.

 

 

 

O rei Davi então cuidadosamente organizou todos os rituais do culto ao Senhor em Jerusalém, juntamente com Abiatar, o sumo sacerdote. Foi o início de uma nova era da fé israelita. O serviço de louvor foi pela primeira vez introduzido no culto público. Sião tornou-se o santo monte de Deus (1Crônicas 16).

 

 

 

As guerras de Davi

 

Posteriormente o rei Davi entrou em uma série de conquistas que ampliaram e fortaleceram seu reino (2Samuel 8). Em alguns anos, todo o território desde o Eufrates até o rio do Egito, e de Gaza ao oeste até Tapsacus ao leste, estavam sob sua influência (2Samuel 8:3-13; 10).

 

 

 

O pecado de Davi

 

Ele atingira o auge de sua glória. Davi governou um vasto império, e sua capital foi enriquecida com os despojos de muitas terras. Mas, no meio de todo esse sucesso, ele pecou gravemente contra o Senhor, e seu caráter ficou manchado com o adultério (2Samuel 11:2-27).

 

 

 

Observa-se como característica da Bíblia que, enquanto seus triunfos militares são registrados em alguns versos, a triste história de sua queda é dada em detalhes.

 

 

 

Na tentativa de ocultar seu adultério, Davi cometeu outro grave erro. Ele foi culpado de assassinato. Ordenou que Urias marido da mulher com quem ele adulterou e valente soldado do reino fosse colocado na frente da batalha para morrer. O profeta Natã (2Samuel 7:1-17; 12:1-23) foi enviado por Deus para trazer seus crimes à consciência do monarca culpado. Ele se arrependeu verdadeiramente. Davi desprezou amargamente seus pecados diante de Deus. Oséias salmos 32 e 51 revelam as profundas lutas de sua alma e sua recuperação espiritual.

 

 

 

 

 

O profeta Natã repreende o Rei Davi por Eugène Siberdt (1851–1931)

 

Bate-Seba tornou-se esposa do rei Davi após a morte de Urias. Seu filho primogênito morreu, segundo a palavra do profeta. Ela deu à luz um segundo filho, a quem Davi chamou Salomão, e que finalmente o sucedeu no trono (2Samuel 12:24-25).

 

 

 

Davi deseja edificar um templo ao Senhor

 

Após ser bem sucedido em todas as suas guerras, Davi teve a ideia de construir um templo para a arca de Deus. Isso não Lhe permitiu executar, porque ele era um homem de guerra. Deus, no entanto, enviou Natã a ele com uma mensagem graciosa (2Samuel 7:1-16). Ao recebê-la, ele entrou no santuário, a tenda onde estava a arca, e sentou-se diante do Senhor, e derramou seu coração com palavras de ação de graças devotas (2Samuel 18-29). A construção do templo foi reservada para seu filho Salomão, que seria um homem de paz (1Crônicas 22:9; 28:3).

 

 

 

Os dias difíceis do rei Davi

 

Até agora, o reinado de Davi tinha sido uma grande prosperidade e sucesso. Então vieram dias nublados e obscuros. Seu filho mais velho, Amnon, cuja mãe era Ainoã de Jezreel, foi culpado de um grande e vergonhoso crime (2Samuel 13). Este foi o início dos desastres de seus últimos anos.

 

 

 

Depois de dois anos, Absalão filho do rei Davi vingou o crime contra Tamar e matou Amnon. Isso trouxe problemas para o coração de Davi. Absalão, com medo das consequências de sua culpa, fugiu para Gesur, além do Jordão, onde permaneceu por três anos, quando foi trazido de volta e morto por Joabe (2Samuel 14).

 

 

 

Depois disso, caiu sobre a terra a calamidade de três anos de fome (2Samuel 21:1-14). Pouco depois, seguiu-se uma pestilência, trazida sobre a terra como um castigo pelo orgulho pecaminoso de Davi de numerar o povo (2Samuel 24), no qual não menos de setenta mil pereceram no período de três dias.

 

 

 

Uma das grandes lições na história de Davi é a sua paciência para esperar o momento certo de ascender ao trono de Israel. Paciência adquirida do trato com as ovelhas, paciência advinda da fé – inteira dependência; segurança das coisas esperadas – em Deus; paciência que era também fruto do imenso respeito que demonstrava por aquele que, embora desvinculado da vontade divina, havia sido ungido (consagrado; separado) para ser o primeiro rei de Israel.

Davi tinha tamanho respeito por um homem - que havia sido ungido à mando do Senhor - que isso quase lhe custou a vida por mais de uma vez, e quando teve a oportunidade de livrar-se do rei rejeitado, recusou-se fazê-lo. Isso demonstra a reverencia de Davi para com Deus e sua soberania sobre os assuntos da humanidade, assim, Davi sentiu que não tinha o direito de estender a mão contra o ungido do Senhor – ainda que Saul não gozasse mais dessa unção.

Nesse episódio, conteve o ânimo dos seus homens e jurou solenemente que jamais faria mal algum a seu senhor, tamanho o seu respeito por aquele que havia assumido o trono por desígnio divino, recusou-se a fazer justiça com as próprias mãos e confiou em YAWEH TSIDIKENU (O Senhor, Justiça Nossa), deixando a Ele o julgamento e a vingança.

Esse respeito ao rei ungido e o temor ao que o mandou ungir ficou patente quando somente o fato de cortar a roupa de Saul, causou-lhe remorso (v. 5), pois com efeito, as vestes são um substituto da pessoa; tocar na roupa é tocar na pessoa.

Mediante estes fatos, resta-nos uma pergunta: por que o Senhor proporcionou esta oportunidade a Davi para livrar-se do seu perseguidor, entregando Saul em suas mãos?

Deus vocacionou e ungiu Davi para governar seu povo. Mas, da unção até a ascensão ao trono, seu caráter precisava ser moldado mediante o exercício da paciência. Ele teve que aprender a esperar, e esperar o tempo de Deus. Davi estava sendo moldado, seu caráter tinha que ser forjado no cadinho da paciência; o futuro monarca deveria passar por essa ‘prova de fogo’ e dar testemunho do motivo pelo qual foi ungido por Samuel: temor ao Senhor. Davi se enquadrou perfeitamente no texto de Hc 2.4, ele tinha plena confiança n’Aquele que o vocacionou, demonstrou aquelas virtudes recomendadas por Paulo em Rm 12.9-21.

Ter fé é ter certeza, plena convicção, e como resultado viver em inteira dependência. Davi deu testemunho que confiava em Deus, esta esperança trouxe-lhe paciência para esperar o desenrolar dos fatos, ele sabia que o Senhor estava no controle e cumpriria seus desígnios. - "Quando estamos esperando, o plano de Deus e o seu tempo perfeito são dignos da nossa confiança".

 

 

 

Definições:

 

Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairos. Enquanto o primeiro refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, esse último é um momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece. Teologicamente descreve a forma qualitativa do tempo, o "tempo de Deus", enquanto chronos é de natureza quantitativa humana, o "tempo dos homens".

Em síntese podemos dizer que chronos, o tempo humano (medido), é descrito em anos, dias, horas e suas divisões. Enquanto o termo kairos, que descreve "o tempo de Deus", não pode ser medido, pois "para o Senhor um dia é como mil anos e mil anos como um dia." (2 Pe 3.8).

Cronos na mitologia grega é o arquétipo do tempo, o que devora os próprios filhos escondidos no interior de Gaia (a Terra). É em essência o viver do futuro, mas pelo medo de ser vencido pelo desconhecido presente. Kairos é uma antiga palavra grega que significa "o momento certo" ou "oportuno".

As Escrituras veem o tempo como um presente e uma oportunidade a ser usada sob a direção do Espírito Santo. Remimos o tempo para realizar aquelas coisas que estão de acordo com os propósitos de Deus. Nos dias corridos em que vivemos, a visão de tempo é como um produto que pode ser eficaz ou ineficazmente usado, disputado, administrado, economizado, perdido ou até convertido em dinheiro. A sociedade é regida pelo tempo chronos na busca desenfreada, frenética e compulsiva pelo prazer e pelo ter.

 

Davi esperou pacientemente no Senhor, e Ele ouviu a sua voz. Esperar o tempo de Deus é a garantia de não agirmos precipitadamente. É o segredo de quem quer fazer a vontade do Senhor. A Escritura diz que os nossos pensamentos não são os pensamentos de Deus, nem tampouco os nossos caminhos são os caminhos dEle (Is 55.8). O tempo do Eterno, evidentemente, não é o nosso tempo (Sl 90.4). Conhecedores desse fato, devemos confiar no Senhor e esperar nEle em todas as situações.

 

 

O tempo não é um inimigo, mas um amigo. Foi-nos encucado que devemos lutar contra o tempo, mas isso é loucura – e perda de tempo. Na busca pelo prazer, vivemos freneticamente buscando aproveitar cada segundo, mas o resultado é dor e sofrimento, consequência do pecado adâmico, mal interpretado pois, muitas vezes nos perguntamos: “porque Deus permite isso?”. Em sua soberania Ele pode sim intervir mas, respeita o livre-arbítrio e a escolha dos homens em auto-governar-se. Ele o permite, mesmo quando não consigo evitá-lo. Resta-nos então, encarar as dificuldades e percalços como aliadas na formação e aprimoramento do caráter e no preparo do futuro cidadão do céu.

Chronos serve para nos preparar. Quando compreendo e admito isso, consigo ver o tempo como algo que não é ruim, que serve para amadurecer-me e não pode tirar minha felicidade, porque esta está firmada em Deus – assim como encarava Davi.

No dizer de Paulo, o sofrimento tem uma finalidade bem definida. A demora no cumprimento das promessas também. Logo, o propósito de Deus na minha vida é usar o tempo para me ajustar ao ponto ideal, como afirma Davi, em Salmos 31.15: 'Os meus tempos estão nas tuas mãos...'

Quando o crente vive em inteira dependência de Deus, como define fé em Hb 11.1, entrega não apenas a condução do seu andar neste mundo, mas também deixa a sua mercê o tempo.

O que o crente deve fazer então, já que para tudo está determinado um tempo?

Entregar-se! Deixar que o Espírito Santo leve a efeito o plano de Deus em sua vida e ter cuidado para não se afastar da vontade de Deus perdendo a oportunidade quanto ao propósito divino para a sua vida: ‘tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu’ (Ec 3.1). Ao entregar-nos totalmente ao Senhor e ficarmos em sua dependência, nos enquadramos na Escritura de Ec 8.5 e 6 que diz: ‘Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; e o coração do sábio discernirá o tempo e o modo. Porque para todo o propósito há tempo e modo. Porquanto o mal do homem é grande sobre ele.’

 

A vida de Davi, do seu chamado até a queda definitiva de Saul é um exemplo e alerta urgentemente atual e pessoal. Ambos, Davi e Saul, não foram, e não são, figuras  de incrédulos, de ateus objetivamente inimigos de Deus. São, para usar uma comparação atual, crentes na melhor acepção da palavra. Davi e Saul somos eu e você o tempo todo, sejamos nós desde membros de igrejas a pastores, passando por cantores, diáconos, conselheiros, evangelistas, professores de escolas bíblicas ou de seminários bíblicos, teólogos, velhos ou novos convertidos. Os desafios de Davi e de Saul dentro de uma determinada cultura, a de seu tempo e época, são os desafios impostos pela vida, pela sociedade com oportunidades, limites e desafios a serem suplantados, incluídos aí os desafios e limitações religiosas.

 

A diferença se dá como cada um, tendo as oportunidades e diante das dificuldades naturais, se manifesta, se revela  diante de Deus. Calvinistas olham para a Bíblia e dizem que tudo está determinado. Essa é uma das cosmovisões cristãs, até mesmo fora do calvinismo como teologia, ela é a explicação mais cômoda para muitas situações. Outros como eu, entendem que Deus determinara um objetivo principal que não será anulado, mas que Ele como doador da vida deu e tem prazer em ver cada ser vivo criativamente reagindo a cada situação. Isso vai além, bem além da lenga-lenga filosófica-teólogica do tal do livre-arbítrio.

 

Israel pediu um rei, como as demais nações. Israel queria ser como os outros, ter exatamente o que os outros aparentemente tinham de bom aos olhos humanos. Israel tomara para si o modelo do mundo e não o de Deus. Deus lhes dissera que não deveriam ter um rei...logo o absolutismo nunca esteve no coração de Deus como sistema de governo. Só há um rei: Deus! Entretanto diante da insistente petição dos israelitas, Deus mesmo escolheu Saul certamente a melhor, a mais correta escolha possível  (  já que foi feita por Deus ) naquela geração e Saul se tornou rei de Israel para uma missão específica por parte de Deus.

 

Saul, entretanto foi acertando e errando, como todo ser humano, mas diferentemente como rei, como o tempo, foi errando mais que acertando, e errando gravemente em assuntos muito importantes, primordiais, preponderantes. Deus então escolhe outro rei para o seu povo Israel, povo de dura cervis, teimoso por excelência, que subiria ao trono em tempo oportuno: Davi. Davi não era perfeito, mas tinha características e elementos que Saul não tinha definitivamente. Outro dado é que Saul, segundo o que vemos em sua biografia, foi piorando ao longo do tempo. Saul não deixou de ser "crente", apenas se tornou um outro tipo de "crente" com características forjadas, nascidas, naquilo que ele ( Saul )e seus contemporâneos poderiam ainda admirar e respeitar. Saul era "crente" e um bom "crente"  sob a ótica humana, da sua cultura, da sua época.

 

Trata-se de uma enorme e urgente lição para hoje. Há uma rica e complexa cultura que forma, dá forma ao crente, ao cristão evangélico hoje. Não basta e nem carece de ser convertido, basta gostar de determinadas música cristã e de artistas cristãos, falar como eles, pensar como eles e gostar de determinados tipos de reuniões, acampamentos e ter comportamentos de determinado grupo de crentes ou de cristãos. Vestir como eles, divertir-se como eles, encontrar-se e se relacionar com eles em lugares, horários, namorar, casar, e até trabalhar em igrejas, empresas e mídias cristãs. Ninguém é crente no Brasil por confessar a Jesus Cristo frente a morte e raramente por defenderem a vontade específica de Deus em algum assunto. Ninguém é cristão por defender a mais pura justiça, por exercer misericórdia, por abominar o pecado ( não os nominais, facilmente listados ), por ser fiel, justo, por amar biblicamente a Deus.

 

Somos muitas vezes como Saul e não como Davi, que se ofendia ao ouvir o Deus de Israel ( que não era só de Israel e nem é hoje só de Israel ou de cristãos ) ser blasfemado ou zombado e que em nome de e por esse Deus foi para o tudo ou nada no enfrentamento com o gigante Golias. Saul era "pé no chão", teologicamente correto mas sem fé sobrenatural. Para  Saul nada do que está fora do script pode ser feito ou acontecer. Doença tem solução com o melhor plano de saúde...( não sou contra ) mas se não tenho nenhuma condição econômica e material, devo clamar ao meu Deus e esperar uma cura tão estupendamente "non sence" como a do general Naamã...e se ainda tiver condições materiais, pedirei ao Senhor que vá a frente e tome  a mão do médico, que esteja com anjos na sala de cirurgia que ele mesmo me sare como o Deus que sara, o Deus doador da vida. Não quero ser crente Saul mas um crente Davi e muitas e decisivas ocasiões.

 

3. Os aspectos do caráter de Davi

Davi é um dos principais personagens da Bíblia. Sua história é registrada em mais de sessenta capítulos da Bíblia; cerca de 60 referências são feitas a ele no Novo Testamento, além de figurar na genealogia do Senhor Jesus; até hoje é lembrado como o maior 
rei de Israel e, por duas vezes na Bíblia é chamado de “homem segundo o coração de Deus” (I Sm 13.14; At 13.22). Por que tanta honra a um homem que, apesar de notável, teve sua vida pontuada por graves pecados? 


A .  Davi era um homem cujo coração era inclinado ao 

 

Senhor: Davi era um homem espiritual, cuja vida estava em harmonia com os anseios de Deus (I Sm 17.36). 

 

B. Davi era um homem humilde: Além de conhecer suas limitações (Sl 131; 40.12,17), Davi aprendeu a atribuir as suas vitórias a Deus (I Sm 17.37; Sl 34.4-7; 40.5-10; 124). 

3. Davi era um homem sincero: Apesar de ser chamado pelo próprio Deus “O homem segundo o meu coração” (I Sm 13.14), 

 

Davi não era um homem infalível. Cometeu dois graves pecados: adultério e cumplicidade na morte de Urias (2 Sm 11.1-22). Mas, quando repreendido pelo Senhor, através do profeta Natã, Davi confessa e arrepende-se de seus pecados (2 Sm 12.13; Sl 51). 

Os aspectos do caráter de Davi podem ser visto em sua vida, mesmo depois que foi ungido rei de Israel: 


 .Não deixou de lado sua vida de adoração, manteve sua devoção 
diária ao Senhor, seu “culto doméstico” nos campos de Belém, sendo assim citado por um servo de Saul como o músico que poderia acalmar o espírito perturbado do rei (I Sm 16.14-18).
. Continuou com suas tarefas de pastor, mesmo sendo o ungido do Senhor (I Sm 16.19). Que belo exemplo a ser seguido por nós, o exemplo de um pastor que se portava como um rei, porque um 
dia seria rei com virtudes de um pastor.
. Mesmo sendo promovido a músico do rei, continuava submisso ao seu pai, e de seu rebanho cuidava com fidelidade (I Sm 17.15).
. Ele respeitava Saul, a quem substituiria, porque tinha 
consciência da vontade soberana de Deus em sua vida, e do controle que Ele exerce sobre todas as coisas (I Sm 17.58; 18.5;


C. Davi um exemplo de adorador

Ao estudarmos a biografia deste servo de Deus, observamos que Davi não foi apenas um pastor que se tornou em um guerreiro, e, posteriormente, no rei de Israel. Ele foi também um grande músico: compôs mais de 70 salmos, tocava muito bem a sua harpa e demonstrou habilidade na organização do cântico ao assumir o reino de Israel. Vejamos porque ele é um exemplo de adorador:

a. Davi foi conhecido como músico: Quando Saul estava sendo atormentado por um espírito mau, ele disse: “Buscai-me, pois, um homem que toque bem, e trazei-mo”. Um dos seus servos lhe respondeu: “… tenho visto um filho de Jessé, que sabe tocar …” 

 

(I Sm 16.17,18). Esta expressão revela que o servo do rei conhecia a Davi, não apenas como um pastor de ovelhas, mas também como músico.


b. Davi foi obediente quando convidado para tocar a sua harpa diante do rei: Como ele já havia sido ungido rei de Israel, poderia 
negar-se a ser músico do rei. No entanto, ele não era apenas um músico, ele era um músico obediente: veio, trouxe presentes a Saul (I Sm 16.20) e tocou a sua harpa diante dele (V.23).


c. Quando Davi dedilhava a sua harpa, o espírito mau se retirava de Saul: Qual será a razão pela qual aquele espírito mau se retirava? Com certeza, as músicas que Davi tocava, e com certeza, 
cantava, não eram músicas mundanas e superficiais, atendendo aos caprichos e gostos humanos. Eram músicas sacras e inspiradas por Deus. Muitas estão a nosso dispor, no livro dos Salmos.

 

D. Davi , um homem que aprendeu a lidar com os sentimentos humanos.


Como qualquer homem, Davi enfrentou momentos de crises, tais como: ódio, desejo de vingança . Os capítulos 24, 25 e 26 de I Samuel nos revelam fatos dignos de serem mencionados, quando estudamos sobre a vida de Davi. Eles nos oferecem lições importantes para aqueles que desejam melhorar em seu relacionamento com Deus e, consequentemente, com seu próximo.

1. Lidando com a vingança (I Sm 24.1-22): Davi teve a chance de matar Saul. Ele estava com seus homens nas cavernas de En-Gedi (fonte dos cabritos), quando Saul, vindo cansado de uma batalha, entrou na caverna onde Davi estava escondido com seus homens. Seria a oportunidade de por fim àquela perseguição? Foi o que seus guerreiros lhe disseram (v.4), mas não foi o que fez Davi. Ele deu a Saul provas de sua fidelidade, cortando apenas a orla de seu manto, mas preservando sua vida (vv.4-11). Davi tinha confiança em Deus, e não se deixou vencer pela tentação da vingança (Rm 12.18-21), além de ensinar essa lição para seus liderados (v.7). 

2. Lidando com a ira (I Sm 25.2-13): A indiferença e a grosseria de Nabal fez com que Davi perdesse, por um período de tempo, a paciência que tanto lhe era peculiar. Isto nos ensina a termos cuidado com os sentimentos negativos que surgem em nossos corações, para não os alimentarmos. O mesmo Davi que se porta pacientemente com Saul, que sabe esperar no Senhor, que se recusa a ferir o ungido do Senhor, agora explode em raiva, perde o controle. Devemos ter cuidado (Pv 29.11). 

3. Lidando com a misericórdia (I Sm 25.18-35): Davi foi abordado por Abigail, que com sabedoria o convenceu a não levar adiante seu plano de vingança. Davi por sua vez, foi humilde ao aceitar conselhos de uma mulher que jamais havia visto, uma desconhecida até então. Mas, o coração de um homem segundo o coração de Deus é inclinado ao perdão, à tolerância, e não sente dificuldade em voltar atrás em decisões que não agradam a Deus. 

4. Lidando com a longanimidade (I Sm 26.1-25): Era a segunda vez que Davi tinha a oportunidade de matar Saul, mas, outra vez, poupou a sua vida. Davi nos ensina que não é difícil ser vingativo maldoso e carnal. O grande desafio é ser longânimo, é perdoar, é produzir o Fruto do Espírito, pois as obras da carne surgem sem que precisemos plantá-las (Mc 7.21). 

 

A biografia de Davi é um retrato de como pessoas podem ser integradas ao plano de Deus e rejeitadas a todo o momento. Essa aceitação por parte de Deus e a rejeição a nossas vidas, depois de crentes e como crentes, é algo que deveríamos pensar muito seriamente a cada dia. Muitos são chamados (oportunizados, têm oportunidade ) e poucos os escolhidos dissera o Senhor Jesus. Essa simples frase é entendida segundo vários aspectos e interesses. Calvinistas a veem de um modo, arminianos de outro, e no embate teológico sobra pouco ou ate se perde a lição a ser nos ensinada. Afinal de que lado cada um de nós  se coloca nessa questão: dos chamados e não escolhidos ou dos chamados e escolhidos. Há ainda a questão dos chamados, escolhidos e que não perseveram, que não se firmam e não continuam a jornada, pelo menos do jeito positivo e nobre que a iniciaram.

 

 

Temos todos  o privilégio, a graça, a sorte, não sei que palavra é melhor para nos fazer entender essa grande realidade, de conhecermos ao Senhor, algo que milhões jamais tiveram, não têm hoje em muitas partes do mundo, em muitas culturas, em muitas situações, e isso faz simplesmente a diferença entre um CÉU e um INFERNO, portanto não é pouca coisa. Quantos de meus  ancestrais não foram salvos por não terem simplesmente a informação que eu tive e tenho? sou um sortudo, você que tem essa mesma experiência é um sortudo, se achando predestinado ou não. Tivemos muita sorte. Você calvinista acha que não pode nem decair da sua situação privilegiada. Isso é originalmente ruim. Como Saul ( não estou falando de todos os calvinistas ) pode estar se achando e não avalia de fato a sua real espiritualidade. Mas não é só calvinistas que podem ter uma visão maior de si mesmos, quantos pastores medíocres, preguiçosos, medrosos, incrédulos teológicos, se veem como homens de Deus, mais corretos teologicamente, escondem-se atrás de seus diplomas teológicos ou acadêmicos seculares, como se fosse o trono de Saul? Deus fez de Saul rei de Israel, mas Saul deixara de ser o rei de Israel do pondo de vista de Deus e Saul não se apercebeu e não se arrependeu, por não tê-lo reconhecido.

 

Somos as mesmas pessoas arrependidas e humilhadas sem nenhuma nobreza a nos orgulhar do dia da nossa conversão ( falo para calvinistas e arminianos, pentecostais e tradicionais, neopentecostais e outros )?  Após alguns anos de "vida espiritual" que não se confunde com "vida cristã religiosa ", não nos achamos todos "o máximo" e "os reis da cocada preta"?

 

Quem somos diante de Deus para que Ele de fato  nos abençoe e nos ponha de pé, e nos honre e nos coloque em destaque? Não deveríamos andar em temor e tremor justamente pela possibilidade de liberdade e erro que estamos constantemente expostos e sabendo disso nos socorrer na presença e na verdade do Senhor que conhece o nosso assentar e nosso levantar a cada dia?

 

 

Tiremos da história de Davi, o rei Davi, as importantes e eternas lições da Palavra de Deus, e  Deus mesmo tenha misericórdia de cada um de nós.


Esta foi apenas a introdução de uma série de conferências que haveremos  de percorrer, falando sobre a vida do maior de todos os reis de Israel, Davi. Até breve quando estaremos falando sobre o tema: Os talentos de Davi.




domingo, 11 de dezembro de 2022

Série : Os perdidos dentro da Igreja - 3. O comportamento dos que estão perdidos dentro da Igreja

  

Por: Jânio Santos de Oliveira

  Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra

 Pastor Presidente: Eliseu Cadena

 Contatos 0+operadora (Zap)21  (985738236 ou 987704458 (oi)

  Email ojaniosantosdeoliveira@gmai.com 


Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor! 




Nesta oportunidade estaremos abrindo a Palavra de Deus que se encontra no Texto: Marcos 10.17-20 que nos diz:


 

“E, pondo-se a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele, e lhe perguntou: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” .

 

“E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus” .

 

“Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe” .

 

“Ele, porém, respondendo, lhe disse: Mestre, tudo isso guardei desde a minha mocidade”.

 

O processo de morte de uma igreja pode acontecer lentamente, de forma que as pessoas não percebam, pois olhamos o exterior.

 

JESUS, porém vê o interior, ele olha a igreja de dentro para fora, diferente de nós, ele vê o coração do discípulo, ele conhece o interior de cada um de nós.

 

Ele não julga pela aparência, pois nos conhece por inteiro.

 

No meio de uma igreja morta, Jesus encontrou fiéis, isso nos lembra de que a salvação é individual.

 

Não somos salvos na coletividade, Deus não salva em grupos, seremos julgados individualmente e cada um dará contas de si.

 

I.                   As duas classes de perdidos dentro da igreja

 

Existem pelo menos duas classes de perdidos dentro de uma igreja. A primeira seria aquele tipo de pessoa que está se aproximando do Evangelho. Que está conhecendo a palavra, frequentando com certa regularidade os cultos e que vive ainda a dúvida de aceitar ou não, a salvação e a reconciliação com Deus. Fazem muitas coisas erradas ainda, mas estão procurando o caminho certo, não é a estes que me refiro.

 

Quero falar da segunda classe de perdidos. Aqueles que estão na igreja conhecem bem todo o contexto cristão, conhecem inclusive as escrituras, observam os mandamentos, são consideradas pessoas religiosas pelos amigos, cumprem as normas da congregação, mas estão completamente perdidos. Talvez você esteja perguntando - Isso é possível? -   Não só é possível, como é mais comum do que imaginamos! Vejamos a seguinte história narrada no Evangelho de Mateus:

 

"Eis que alguém se aproximou de Jesus e lhe perguntou: 'Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que você me pergunta sobre o que é bom? Há somente um que é bom. Se você quer entrar na vida, obedeça aos mandamentos. Quais?, perguntou ele. Jesus respondeu: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe' e 'amarás o teu próximo como a ti mesmo'. Disse-lhe o jovem: A tudo isso tenho obedecido. O que me falta ainda? Jesus respondeu: 'Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me. Ouvindo isso, o jovem afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas". (Mt 19:16-22)

 

O jovem rico da narrativa de Mateus, era um membro acostumado com os preceitos religiosos, do tipo; "isso pode!" - "isso não pode!" Provavelmente um rapaz bem comportado, exemplar em seus procedimentos sociais, ativo na igreja, participativo nas programações dos cultos, enfim um bom membro eclesiástico, mas principalmente infeliz - Por quê?

 

Porque ele não tinha certeza de que possuía a promessa de Deus em sua vida. Apesar de cumprir preceitos religiosos, ele estava em busca da verdadeira salvação. Questionou Jesus sobre o quê precisaria fazer para "herdar a vida eterna". Não havia em si uma convicção inabalável de que seu comportamento religioso lhe garantiria a Graça de Deus. A observação de mandamentos não é sinônimo de salvação, mas obedecer é aos termos bíblicos, é a consequência do amor à Deus. É a decisão de amar a Deus acima de todas as coisas que me leva a obediência, e não a obediência sem amor que me leva à Deus. Jamais podemos desassociar estas duas coisas. Obediência que não reflete o verdadeiro interesse (amor) não é obediência mas religiosidade. Este era o problema do jovem, não o de ser rico, mas o de preferir muito mais a riqueza do que a Deus.

 

Deus não pode aceitar nossa espiritualidade, se Ele não possui a primazia em nosso coração. Se tudo o que temos e somos, não for para Ele primeiramente, nada do que fazemos pode agradar a Deus. Exercer uma religião sem um relacionamento íntimo com Deus, mesmo observando todas as regras geram um "vazio na alma".

 

Muitos destes "perdidos" na igreja, estão tendo um vida religiosa, mas sem intimidade com o Rei dos reis. Viver uma religião sem amar a Deus, é a maior de todas as ilusões. É a nossa relação com Ele que gera uma vida de compromisso, não o contrário. Afinal que tipo de relacionamento pode dar certo se convivermos com alguém que de fato não amamos, ou não nos ama?

 

II. Como vivem os que estão perdidos dentro da Igreja?

 

1. Desobedecem os dois principais mandamentos

Jesus ensinou que os dois principais mandamentos da lei são amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Esse filho quebrou esses dois mandamentos: ele nem amou Deus, representado pelo Pai e nem o seu irmão.

 

Ele não perdoou o Pai por haver recebido o filho pródigo, nem perdoou o irmão pelos seus erros.

 

Há pessoas que estão na igreja, mas não têm amor por Deus nem pelos perdidos. Estão na igreja, mas não amam os irmãos.

 

2. Confiam na sua própria justiça

Ele era veloz para ver o pecado do seu irmão, mas não enxergava os seus próprios pecados. Ele era cáustico para condenar o irmão, enquanto via-se a si mesmo como o padrão da obediência.

 

Os fariseus definiam pecado em termos de ações exteriores e não atitudes íntimas. Eles eram orgulhosos de si mesmos. Como o profeta Jonas, esse filho mais velho obedecia ao Pai, mas não de coração. Ele trabalhava com intensidade, mas não por amor.

 

3. Eles não vivem como livre, mas como escravos.

 Sua religião é rígida. Ele obedece por medo ou para receber elogios. Faz as coisas certas com a motivação errada. Sua obediência não provém do coração.

 

Ele anda como um escravo (v. 29). O verbo é douleo = servir como escravo. Ele nunca entendeu o que é ser filho. Nunca usufruiu nem se deleitou no amor do Pai.

 

Ser crente para ele é um peso, um fardo, uma obrigação pesada. Ele vive sufocado, gemendo como um escravo.

 

Está na igreja, mas não tem prazer. Obedece, mas não com alegria. Está na Casa do Pai, mas vive como escravo.

 

4.  Estão sempre com o coração cheio de amargura.


A. Complexo de santidade X Rejeita os marginalizados – vv.29,30

Ele estava escorado orgulhosamente em sua religiosidade, arrotando uma santarronice discriminatória. Só ele presta; o pai e o irmão estão debaixo de suas acusações mais veementes.

 

Sua mágoa começa a vazar. Para ele quem erra não tem chance de se recuperar. No seu vocabulário não tem a palavra perdão. Na sua religião não existe a oportunidade de restauração.

 

B. Sente-se injustiçado pelo pai

Acusa o pai de ser injusto com ele, só porque perdoou o irmão. Na religião dele não havia espaço para a misericórdia, perdão e restauração.

 

Ele se achava mais merecedor que o outro. Sua religião estava fundamentada no mérito pessoal e não na graça. É a religião da lei, do legalismo e não graça nem da fé que opera pelo amor.

 

C. Ele não perdoa nem restaura o relacionamento com o irmão – v.30

Ele não se refere ao pródigo como irmão, mas diz: “Esse teu filho”.

 

A Bíblia diz que “quem não ama a seu irmão até agora está nas trevas”.

 

Ele desconhece o amor. Ele vive mergulhado no ressentimento. Ele vê seu irmão como um rival.

 

D. O ódio que ele sente pelo irmão não é menos grave que o pecado de dissolução que o pródigo cometeu fora da igreja – Gl 5.19-21

A bíblia fala sobre três pecados na área da imoralidade e usa nove na área de mágoa, ressentimentos, ira.

 

A falta de amor é um pecado tão grave como o pecado da vida imoral e dissoluta.

 

E. O ressentimento o isolou do Pai e do irmão

Quando uma pessoa guarda ressentimento no coração pelo irmão que falhou, perde também a comunhão com o Pai.

 

Ele se recusa a entrar, fica fora da celebração. Mergulha-se num caudal de amargura.

 

Ele diz para o Pai: “Esse teu filho”. Mas o Pai o corrige e diz-lhe: “Esse teu irmão” (vv.30,31).

 

5. Mesmo estando na presença do pai, andam como solitários – v.31

Ele anda sem alegria, sem amor, sem prazer. Vive na Casa do Pai, mas sente-se escravo. Está na Casa do Pai, mas não tem comunhão com ele.

 

Quantos estão na igreja, mas nunca sentem o amor de Deus, a alegria da salvação, o prazer de pertencer a Jesus, a doçura do Espírito Santo. Vivem como órfãos: sozinhos, curtindo uma grande solidão e insatisfação dentro da Casa do Pai.

 

6.  Não se sentem donos do que é do pai – v. 31

 

 

Ele era rico, mas estava vivendo na miséria. Muitos hoje estão vivendo um cristianismo pobre. Vivem sem alegria, sem banquete, sem festa na alma, trabalhando, servindo, mas sem alegria;


 

  • Deus tem uma vida abundante – Jo 10.10;
  • Deus tem rios de água viva – Jo 7.38;
  • Deus tem as riquezas insondáveis do evangelho – Ef 3.14
  • Deus tem a suprema grandeza do seu poder – Ef 1.19
  • Deus tem a paz que excede todo o entendimento – Fp 4.7
  • Deus tem alegria indizível e cheia de glória – 1 Pe 1.8
  • Deus tem vida de delícias para a sua alma.

 

Esse filho não tem nenhum proveito na herança do Pai. Ele nunca fez uma festa. Nunca celebrou com seus amigos. Nem sequer um cabrito, ele comeu. Ele nunca saboreou as riquezas do Pai.

 

Ele não tem comunhão com o Pai: É como Absalão, está em Jerusalém, mas não pode fazer a face do Rei.

 

Ele está na igreja por obrigação. Ele não toma posse do que é seu.

 

Ilustração: o homem que fez um cruzeiro de Navio e levou o seu lanche. Vendo as pessoas comendo os pratos mais deliciosos, guardou dinheiro para comer uma boa refeição no último dia. Só então ficou sabendo que todos aqueles banquetes já estavam incluídos.

 

III.              O jovem rico estava perdido dentro da Sinagoga (Mc10.17-20)

 

“E, pondo-se a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele, e lhe perguntou: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (V.17).

 

“E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus.” ( V.18).

 

“Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe.” (V.19).

 

“Ele, porém, respondendo, lhe disse: Mestre, tudo isso guardei desde a minha mocidade.” (V. 20).

 

jovem rico era um judeu de classe alta, um homem importante em sua sociedade. Ele procurava viver de acordo com os mandamentos de Deus e queria saber como receber a salvação. Por isso, ele foi para Jesus. Mas a resposta de Jesus mostrou um grande problema na vida do jovem rico: seu amor à riqueza.

 

Certa vez, durante o ministério de Jesus, um jovem rico veio falar com ele. Ele se pôs de joelhos diante de Jesus e lhe perguntou o que precisava fazer para herdar a vida eterna. Jesus observou que o jovem lhe tinha chamado de “bom mestre” e respondeu que só Deus é bom (Vv.18-19). Depois ele lembrou os Dez Mandamentos ao homem.

 

O jovem rico respondeu que ele conhecia e obedecia aos mandamentos de Deus desde novo. Jesus sentiu amor pelo jovem e lhe contou o que faltava para ele ser salvo: deveria vender tudo que tinha e dar o dinheiro aos pobres. Depois, deveria seguir Jesus. Ouvindo isso, o jovem se foi embora triste, porque tinha muitas riquezas e não queria ficar sem elas (Vv.21-22).

 

Quando o jovem se foi embora, Jesus disse aos seus discípulos que é muito difícil um rico entrar no Céu (Mt 19:23-24). Isso deixou os discípulos na dúvida: será que é possível entrar no Céu? Então Jesus lhes disse que todas as coisas são possíveis para Deus, até mesmo o que é impossível em termos humanos! Pedro mencionou que ele e os outros discípulos tinham deixado tudo para o seguir e Jesus lhes assegurou da recompensa eterna (Lc 18:28-30).

 

A Bíblia não nos conta mais sobre o jovem rico nem sobre o que lhe aconteceu depois desse encontro com jesus.

 

O jovem rico cumpria os mandamentos da lei, mas como que por obrigação. As leis não são suficientes por si mesmas.

 

As pessoas tem de querer cumpri-las não por causa do medo de alguma punição, mas devem seguir a lei por escolha própria, por amor, porque são livres para fazê-lo.

 

 

Se fizerem isso, serão realmente livres. Ao contrário, continuarão escravos do medo, da culpa e da religião.

 

A lei dada por Deus ao povo de Israel, não deveria ser um peso, mas uma benção. A verdadeira interpretação da lei era boa.

 

Mas pra ele, os mandamentos tornaram-se apenas em rituais religiosos, que eram executados com a frieza de uma prescrição rabínica.

 

Ele não enxergava a liberdade de escolher fazer o bem, mas a sua prática era vazia, sem calor, sem paixão, sem a ardente alegria no coração daqueles se compadecem do próximo e que amam fazer o bem.

 

A prática mecanicista da lei não tem o poder de salvar, mas leva frequentemente à religiosidade extremada, meticulosa e detalhista, como acontecia com os fariseus e demais seitas judaicas da época.

 

 

Jesus queria mostrar o quanto aquele moço vinha enganando a si mesmo. Este Jovem tentava se auto-justificar com suas obras. Ele queria se convencer que atendia aos preceitos mais altos que a lei exigia, e que por isso, mereceria a vida eterna.

 

Por isso o jovem rico vem a Jesus, cheio de sua própria justiça, querendo ouvir algo que lhe confirmasse a sua sensação de pureza própria, conquistada por seus próprios méritos.

 

Jesus o ouve, e vê o quanto aquela alma estava iludida. E o Mestre se compadece dele. O coração de Jesus é tomado por um enorme sentimento de ternura e amor por aquele Jovem. Jesus o amou!

 

“E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me.” (Mc 10:21).

 

 

O jovem rico cumpria os mandamentos da lei, mas como que por obrigação. As leis não são suficientes por si mesmas.

 

As pessoas tem de querer cumpri-las não por causa do medo de alguma punição, mas devem seguir a lei por escolha própria, por amor, porque são livres para fazê-lo.

 

 

Se fizerem isso, serão realmente livres. Ao contrário, continuarão escravos do medo, da culpa e da religião.

 

A lei dada por Deus ao povo de Israel, não deveria ser um peso, mas uma benção. A verdadeira interpretação da lei era boa.

 

Mas pra ele, os mandamentos tornaram-se apenas em rituais religiosos, que eram executados com a frieza de uma prescrição rabínica.

 

Ele não enxergava a liberdade de escolher fazer o bem, mas a sua prática era vazia, sem calor, sem paixão, sem a ardente alegria no coração daqueles se compadecem do próximo e que amam fazer o bem.

 

Jesus queria mostrar o quanto aquele moço vinha enganando a si mesmo. Este Jovem tentava se auto-justificar com suas obras. Ele queria se convencer que atendia aos preceitos mais altos que a lei exigia, e que por isso, mereceria a vida eterna.

 

Por isso o jovem rico vem a Jesus, cheio de sua própria justiça, querendo ouvir algo que lhe confirmasse a sua sensação de pureza própria, conquistada por seus próprios méritos.

 

Jesus o ouve, e vê o quanto aquela alma estava iludida. E o Mestre se compadece dele. O coração de Jesus é tomado por um enorme sentimento de ternura e amor por aquele Jovem. Jesus o amou!

 

“E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me” (Mc 10:21)

Somente a graça de Jesus pode salvar

Tão linda é esta afirmação de Marcos: “E Jesus, olhando para ele, o amou…” . O Mestre queria fazê-lo entender que o evangelho falava de uma paz, de uma liberdade de escolher amar a verdade.

 

Que a lei era baseada na prática do amor, não invocando méritos e pseudo santidades, mas entendendo a que não existe santidade maior do que se chegar a Deus reconhecendo o quão imperfeitos somos.

 

“Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.”

(Sl 51:5)

Jesus em seu profundo amor, queria ensinar ao moço que o maior tesouro da vida é de valor imensurável. O capital do evangelho é imponderável, é amor, é paz, é misericórdia. E mexe com as bases da alma. Trabalha na estrutura do “ser”.

 

De forma que o homem transformado pelo poder do evangelho, escolhe livremente a prática do bem, não por medo, nem por prescrições religiosas, mas simplesmente pelo sentimento de profundo amor, pela realização da volta à casa do Pai celeste, pelo reencontro com aquele que é o autor da vida.

 

Pela gratidão que vem ao se entender o grande perdão recebido, imerecidamente, sem o esforço e as cargas que os líderes religiosos faziam recair sobre os praticantes do judaísmo.

 

Jesus falava de uma transformação do coração, que leva o ser humano a transbordar em amorosa alegria, que nos faz jubiloso realizar as boas obras.

 

Mas as obras frias da religiosidade minuciosa da lei, cujo aquele moço vinha praticando, eram insuficientes para que o salvassem. Por mais que este Jovem tentasse enganar a si mesmo, um dia tudo isso pesou.

 


O Jovem Rico Pergunta a Jesus Sobre a Vida Eterna.

 

O Jovem Rico talvez nem tivesse mais consciência do quanto era escravo das riquezas que a este ponto já o possuíam.

 

Ele fazia uma tentativa de compensar sua consciência impondo a si mesmo uma vida de cumprimento de obrigações religiosas.

 

Mas o Mestre faz com que ele refletisse, e enxergasse a verdade que havia no seu coração, aquilo que ele realmente valorizava, o que de verdade ele amava na sua vida, os bens materiais que conquistara.

 

“Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me.” Marcos 10:21Mas ele, pesaroso desta palavra, retirou-se triste; porque possuía muitas propriedades.”( Mc 10:22)

O Mestre então se expressa com um lamento. Jesus o amava tanto, que sentia uma enorme dor por aquele jovem ter escolhido tão sombrio caminho que conduz à perdição.

 

“Então Jesus, olhando em redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” ( Mc 10:23)


Os discípulos de Jesus se admiram com estas palavras. Isso porque eles sempre foram ensinados pelos religiosos, de que o sinal da benção de Deus era o acúmulode riquezas.

 

Mas agora vêem que o Mestre alerta para o risco de se deixar dominar pelos bens deste mundo.

 

É a mudança de estereótipos que o conhecimento do evangelho traz. É a verdade, a luz fazendo com que as trevas sejam reveladas.

 

“E os discípulos se admiraram destas suas palavras; mas Jesus, tornando a falar, disse-lhes: Filhos, quão difícil é, para os que confiam nas riquezas, entrar no reino de Deus!” (Mc 10:24)“É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.” (V.25)

Os discípulos ficam ainda mais espantados com essa explicação de Jesus. É impossível imaginar o camelo, o maior dos animais domésticos da Judeia e Samaria, passando pelo minúsculo orifício de uma agulha.

 

Tão estranho é esta comparação, que os antigos comentaristas do novo testamento tentaram uma nova interpretação para torná-la mais adequada aos pensamentos humanos, inventando uma fantasiosa porta em Jerusalém, estreita e reservada aos camelos.

 

 

Jesus alertava enfaticamente para o perigo daqueles que se apegam aos bens materiais e depositam neles a sua razão de viver.

 

O reino de Deus precisa estar em primeiro lugar

Hoje Jesus ainda lamenta, que muitos escolhem continuar na escravidão do pecado. O Mestre está com o coração inundado de amor por essas almas perdidas.

 

Ele deseja tanto libertá-los e salvá-los, fazê-los herdeiros de riquezas que não terão fim, possuir a vida eterna!

 

Mas é preciso se desprender de tudo, para herdar este tesouro celeste. Há a necessidade de se mudar as prioridades da nossa vida. O amor a Deus e ao próximo devem vir em primeiro lugar.

 

Do que servem os bens materiais, senão para facilitar a vida humana de nós mesmos e dos que estão próximos? O desejo de Deus é que compartilhemos, e que abençoemos o nossos irmãos.

 

Mas muitos seguem em um egoísmo, acumulando bens, propriedades, contas bancárias milionárias, dinheiro que não se pode gastar nem em duas vidas. Mas se hoje for a hora de partir deste corpo, tudo ficará para trás.

 

Nada se pode levar deste mundo. Mas a oportunidade de espalhar misericórdia e graça, fica perdida.

 

É melhor viver e acreditar na graça e fazer graça de Deus a todos quanto for possível. As prioridades tem que ser mudadas.

 

“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mateus 6:33

Amar a Deus sobre todas as coisas significa que nada é mais importante do que Ele. Às vezes enfrentamos escolhas difíceis, em que seguir Jesus significa perder as coisas que temos, como o dinheiro, a família ou o emprego. Nesses momentos temos de decidir se Jesus é mesmo o mais importante em nossa vida. O jovem rico provavelmente não tinha reparado, mas sua riqueza se tinha tornado um ídolo, algo que era mais importante para ele do que Deus. Ele precisava aprender a valorizar o dinheiro menos e a colocar toda sua confiança em Deus.

 

IV.             Você está preparado para morar com Jesus?

 

“Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18:8)

 

 Um dos versículos mais tristes de toda a bíblia, ao meu juízo, é este. Quando o Mestre voltar, ele encontrará pessoas preparadas e ansiando pela sua volta? Esta é uma questão complicada, pois está cada vez mais difícil encontrar cristãos fiéis, que vivam a bíblia e tenham uma contínua comunhão com Cristo. A apostasia é frequente. Falta perseverança, falta oração. O mais triste de tudo isso é que as pessoas pensam que isso não importa tanto e acaba ficando em segundo plano. Esta é a razão porque inúmeras famílias estão passando por crises, morte espiritual e planos fracassados. Deus deixou claro que está próximo o fim de todas as coisas e por isso devemos ser sóbrios e vigiar em oração (1 Pe 4.7). Não é tempo de descansarmos e nos distrair com coisas vãs. As pessoas precisam de nós para a proclamação do reino e muitos não tem cumprido o seu papel. Se os cristãos que já conhecem o Evangelho não despertarem, como será o futuro da humanidade? Vamos acordar irmãos e anunciar as boas novas, lembrando que nossa pátria não é aqui, Deus tem um lar específico para nós no céu, mas para isso é necessário perseverar!

 

O que aconteceu, com nossas Igrejas, é muito triste o que vemos no cenário nacional.

Dizem que somos o povo do avivamento, que o Brasil é um celeiro de cristãos, com um potencial enorme para evangelizar o mundo! Será?

Realmente, o Brasil é uma das nações onde as igrejas evangélicas mais crescem, mas crescem em qualidade ou em quantidade? São números impressionantes, “números Evangelásticos”, e realmente impressiona , a forma como cresceu e cresce a igreja evangélica em nosso País, mais infelizmente, quanto mais cresce em números, menor é a qualidade de nossas igrejas e consequentemente dos nossos irmãos que seguem cada vez mais, igrejas pobres e desnutridas espiritualmente, templos muitas vezes riquíssimos belos e imponentes, mais espiritualmente doentes, consequentemente, geram crentes doentes também, não quero ser pessimista, mais é o que enxergo quando olho para o quadro em que se encontram nossas igrejas, de um lado vemos, Igrejas neopentecostais e algumas Pentecostais pregando uma prosperidade louca, que gera um monte de cristãos egoístas, correndo em busca de uma riqueza material, que se não alcançam, logo abandonam a fé, frustrados por não conseguir o que buscavam, muitas das vezes taxados por culpados por seus lideres, que afirmam; se não conseguiu é porque não tem fé. Outros em busca de um milagre urgente em Igrejas que vivem de explorar o desespero das pessoas que sofrem a dor de uma doença, muitas das vezes desenganadas pela medicina, e DEUS realmente cura, ele é misericordioso e cura a pessoa independentemente de quem está orando por ela, o nosso Deus realmente cura, o problema é que certos pastores que tentam levar a fama de curandeiros, esquecem que DEUS não divide a glória dele com ninguém, e que o evangelho que deve ser pregado é o evangelho da salvação, e não o da cura, pois se por algum motivo Deus não curar o camarada ele nunca mais volta na igreja, e Deus tem os seus propósitos em tudo, há pessoas que decepcionadas por não ter tido a cura imediata, nunca mais volta a igreja. De outro lado vemos as igrejas pentecostais enfatizando demais a busca do inacreditável, emocionante e sobrenatural, é óbvio que o sobrenatural acontecerá sempre em nosso meio, mais não pode ser o principal motivo de nosso culto, não da maneira que estamos querendo que seja, nossos cultos são pura emoção e pouca salvação, não dá para viver um evangelho assim, no culto pentecostal geralmente, os crentes se preocupam demais, em ver o sobrenatural, ser arrebatado, entregar ou buscar uma profecia, falar em línguas, sapatear, pular, fazer aviãozinho, e outras coisas mais, ou seja, queremos um culto extraordinário, que nos satisfaça e nos encha de paz e alegria, para sairmos renovados, nada contra , mais estamos fazendo culto pra crente. E os perdidos, como ficam?

E as igrejas históricas e tradicionais, que em busca de um “avivamento” que muitas das vezes não tem nada de espiritual, estão se perdendo também nesse cenário evangélico da atualidade, as igrejas tradicionais, sem dúvida crescem bem menos que as pentecostais e neo-pentecostais, e muita das vezes, em busca de um uma “renovação,” acaba se perdendo em meio a shows, louvorzão e outras coisas mais.

O problema é que a Igreja, seja ela Reformada, histórica, tradicional, pentecostal, neopentecostal ou o que for, ela precisa saber, que o papel da igreja, é ganhar alma para Cristo, o problema é que em todos os exemplos que citei acima, em nenhum deles, se prega o verdadeiro evangelho de JESUS Ceisto, se enfatiza muito o financeiro, ou a cura, ou as bênçãos, ou á emoção, ou o entretenimento.

Estão esquecendo-se de dizer que só Jesus Cristo salva, não estão pregando o evangelho da salvação, porque pensam eles: “não da ibope”

Os pregadores de hoje, estão querendo dizer o que o povo quer ouvir, e não o que o povo precisa ouvir, estão pregando um evangelho barato, que muitas vezes sai caro mesmo é pros seguidores deles.

Precisamos pregar o evangelho, que transforma, que confronta direto com o pecador, que faz o homem reconhecer o seu estado original, de pecador, se arrepender de seus pecados e entregar sua vida a Cristo.

É simples, é só falar do pecado da justiça e do juízo, dizer ao homem que ele é pecador, mais que Cristo, morreu para o salvar, que basta ele se arrepender, e Cristo o salvará! O resto pode deixar com Jeová! Que o Espírito Santo o enviará, pois ele é quem convencerá!

Vil como é simples, é só sair do pedestal, descer um pouco, se lembrar que o trabalho de conversão pertence a Deus que somos apenas vasos na mão do oleiro.

O grande problema, é que esse tipo de pregação, salva o perdido, mais não dá muito retorno financeiro, como o tal evangelho da prosperidade por exemplo! E muitos pastores, preferem seguir o segundo caminho, mesmo conhecendo os perigos que estes representam.

 

“Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos;

e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.

Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.” (Mt 24:11-13)

 

 Jesus perguntou se encontraria fé na Terra quando retornasse. Bem, existe uma fé generalizada — mas é extremamente equivocada. As pessoas confiam em coisas erradas. Jesus estava falando sobre a verdadeira fé, que deve estar em Deus. Então, em nível mundial, a resposta à pergunta de Jesus será em grande parte "não".

 

Uma profecia do tempo do fim, logo antes de Jesus Cristo retornar à Terra, mostra que a humanidade como um todo não terá fé em Deus. As pessoas se recusarão a seguir os ensinamentos de Jesus, mesmo diante de eventos catastróficos que ceifem milhões de vidas.


Vamos analisar Apocalipse 9:20-21:

 

“E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar [buscando a ajuda em coisas tangíveis e erradas]. E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces”.

 

Será que quando o Filho do homem vier, Ele realmente encontrará fé — o tipo correto de fé — na Terra? Não o suficiente. Apesar da dor e do sofrimento, antes do retorno de Jesus, a humanidade não voltará a ter fé em nosso Criador. A humanidade como um todo não se arrependerá.

 

Você vai ser a exceção?

A exceção será o povo de Deus, Seus servos fiéis liderados por Jesus Cristo, que estão sendo preparados para o retorno de Jesus para governar e ensinar o verdadeiro cristianismo em todo o mundo.

 

Vamos prestar atenção ao aviso que está sendo dado a nós. Não seja um daqueles que abandonam a fé em Deus! Como escreve o apóstolo Paulo: “O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada” (1 Tm 4:1-2,).

 

Devemos permanecer fiéis! Não podemos deixar o mundo cauterizar nossa consciência. Quando Jesus Cristo retornar, Ele precisa encontrar fé em nós.

 

Depois de escrever que algumas pessoas estavam sendo arrastadas por desejos destrutivos, Paulo disse: “Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão. Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas” (1 Tm 6:11-12).

 

Fomos chamados ao caminho da verdadeira e correta fé — da confiança sincera no Deus da Bíblia e Nosso Criador. Precisamos buscá-Lo sinceramente e obedecê-Lo enquanto vivemos neste mundo que está cada vez mais infiel e desesperançado.

 

Não ceda ao espírito do mundo. O perigo de isso acontecer aumentará quando esta atual crise passar e tudo voltar a um estado de certa normalidade. Volte-se para Deus agora nesses tempos difíceis e se apegue a Ele quando as coisas se acalmarem. E não se afaste dEle em tempos de relativa tranquilidade. Ademais, não confie excessivamente no mundo ao seu redor para resolver seus problemas. Pois, no fim, ele não vai ser a solução. Olhe para Deus sempre — até o fim.

 

Será que Jesus encontrará essa fé quando voltar? Sim. Onde? Eu oro para que Ele a encontre em você!