Por: Jânio Santos de Oliveira
Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra
Pastor Presidente: Eliseu Cadena
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Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!
Série: Superando os desafios no seio familiar
Introdução
1. Quando a família age por conta própria.
2. A predileção dos pais por um dos filhos.
3. Ciúme, o mal que prejudica a família.
4. Os Ídolos na família.
5. O motim em família.
6. Pais zelosos e filhos rebeldes.
7. O relacionamento entre nora e sogra.
8. A importância da paternidade na vida dos filhos.
9. Uma família nada perfeita.
10. Quando os pais sepultam os filhos.
11. Os prejuízos da mentira na família.
12. Criando filhos saudáveis.
Estamos de volta para apresentar, mais uma série de mensagens com tema: Superando os desafios no seio familiar.
Acompanhe conosco pois lhe será de grandioso proveito e aprendizado experiencial.
Baseado em diversos personagens bíblicos, estaremos mostrando o que devemos ou não fazer tanto pelos erros ou acertos dos tais. Acompanhe conosco!
Introdução
Não há mais entendimento no lar? Pedir perdão, perdoar e colocar em prática algumas atividades simples, como comer juntos à mesa, podem ajudar.
“Família é a base de tudo”. “Meu lar é o meu porto seguro”. “Devo tudo à minha família”.
Quantas vezes você já ouviu ou disse alguma dessas frases? É consenso mundial a importância da família na vida de qualquer pessoa, mesmo aquelas mais descrentes dessa instituição.
Criada por Deus nos primórdios da humanidade com objetivo puro (“frutificai e multiplicai-vos”, Gênesis 1:28), a estrutura pai, mãe, filhos e seus desdobramentos começou, no entanto, a dar sinais de desajuste logo no início, com uma quebra de confiança entre Adão e Eva, e ainda um conflito seguido de homicídio entre Caim e Abel, motivado por ciúme. As consequências de lares desfeitos são visíveis e danosas à sociedade: adultos desajustados e emocionalmente perturbados, crianças e jovens sem direção, perda de valores éticos e humanitários, consumo de drogas, instabilidade, violência, degradação.
E, mesmo sendo plano de Deus e um dos maiores desejos do homem, viver em paz em família – definida normalmente como conjunto de pessoas unidas por laços afetivos e/ou sanguíneos e que costumam morar juntas – cada vez mais tem se mostrado um desafio diário. A realidade em milhões de lares hoje em dia é marido que não entende mais a mulher, pais que não conversam com seus filhos, irmãos que brigaram e estão há anos sem se falar, filhos que não aceitam determinações dos pais e não querem mais ter contato com eles.
São pessoas que, aos poucos ou de repente, decidiram apenas viver sob o mesmo teto, mas sem cultivar nenhum tipo de relacionamento afetivo ou compromisso com as atividades coletivas. Ou então desfizeram definitivamente o laço familiar e literalmente se afastaram. O vínculo familiar, tão importante, parece já não existir e, pior, a sensação é de que é impossível reconstruí-lo. No entanto, isso não é verdade.
Um dos primeiros passos é entender o que levou à ruptura. Talvez uma simples conversa possa recolocar as coisas em ordem. A forma como as pessoas lidam com os problemas e os desentendimentos, porém, costuma ser o grande entrave nessa manobra. “O fato é que o conflito em si não é o problema. A dificuldade em lidar com o conflito é que tem trazido estragos aos relacionamentos. Somos treinados para evitar o conflito a todo custo, achando que é isto que mantém a paz. Mas o que promove e mantém a paz é a resolução dos conflitos. A Bíblia diz: ‘No que depender de vós, tende paz uns com os outros’ (Rm 12:18. A interpretação corrente é abrir mão da posição para comprar a paz. Mas, definitivamente, não é isso que resolve”.
As famílias não estão reconhecendo a importância do compromisso de manter intimidade emocional e espiritual nos relacionamentos
Na maioria das vezes, quando o casal não vive bem, esse desajuste se reflete na vida e no relacionamento com os filhos. O casamento é a espinha dorsal da família. A restauração de uma família ou casamento que ruiu passa, inevitavelmente, pelo caminho do perdão.
O bom convívio familiar é tão importante aos olhos de Deus que um dos 10 mandamentos fala sobre isso: “Honra teu pai e tua mãe para que se prolonguem os teus dias na terra” (Êx 20:12).
E ainda há dezenas de citações bíblicas enfatizando como é essencial para o homem a vida em família, como a primeira parte de Efésios 4, que lista algumas orientações essenciais para viver bem com pais e filhos, dentre elas: E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor”. Já em I Timóteo 5:8, o apóstolo Paulo ressalta que o cuidado dos entes é um espelho da fé: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.
Um beijo nos filhos, no marido, na esposa e nos irmãos, incrivelmente torna os laços mais fortes. Mesmo que forçadamente, é válido começar ou recomeçar a fazer. A princípio, a família vai estranhar, mas carinho e amor devem ser coisas naturais e logo todos vão estar contagiados por eles”, pontuou a psicóloga.
Comunicação é o segredo
As famílias não estão reconhecendo a importância do compromisso de manter intimidade emocional e espiritual nos relacionamentos. Com isso, os laços se tornam frágeis, fáceis de desatar.
A comunicação é falha ou inexistente. A boa comunicação é a chave para um casamento e família saudáveis. Além disso, o compromisso é o combustível da família. O problema é que a família de hoje está com a agenda preenchida, sem tempo para orar juntos, brincar juntos. Para muitos, isso não é prioridade. Mas as prioridades de Deus para nossos relacionamentos são: pessoas antes de coisas, lar antes de profissão, cônjuge antes dos filhos, filhos antes dos amigos, cônjuge antes de si mesmo e espírito antes da matéria.
Em algumas situações o relacionamento familiar parece ser ainda mais difícil, como quando ocorre um divórcio ou quando um membro não é convertido a Cristo.
A hipocrisia solapa a confiança e é a maior inimiga da transparência nos relacionamentos.
Através da graça e poder de Deus, é possível conquistar harmonia e paz no lar, mas para isso é preciso três coisas: ter Cristo como Senhor; reconhecer que cada membro da família está em “construção” e que, portanto, ter paciência é essencial; e compreender a imensa importância e impacto da humildade e perdão nos relacionamentos.
Perdão é com certeza a palavra-chave no processo de reconstrução dos laços familiares, assim como o apóstolo Paulo orientou em Colossenses 3:13: “Suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros. Sem o perdão não há como dar o primeiro passo.
Depois dele, as pontas dos laços familiares começam a se unir até ficar completamente claro que eles nunca deveriam ter sido desfeitos.
Na sequência abordaremos o seguinte tema: Quando a família age por conta própria
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