domingo, 12 de maio de 2024

Série: Aprendendo a conviver com as diferenças (3)

 Por: Jânio Santos de Oliveira

 Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra

 Pastor Presidente: Eliseu Cadena

 Contatos 0+operadora (Zap)21 987704458 (Tim)

 Email ojaniosantosdeoliveira@gmai.com



Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor! 

Nesta oportunidade estaremos abrindo a Palavra de Deus que se encontra nos textos de Neemias 5.1,6-12; Salmos 133.1-3; Atos 2:42-47 que nos diz:

Neemias 5.

1 - Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres contra os judeus, seus irmãos.

6 - Ouvindo eu, pois, o seu clamor e essas palavras, muito me enfadei.

7 - E considerei comigo mesmo no meu coração; depois, pelejei com os nobres e com os magistrados e disse-lhes: Usura tomais cada um de seu irmão. E ajuntei contra eles um grande ajuntamento.

8 - E disse-lhes: Nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às gentes, segundo nossas posses; e vós outra vez venderíeis vossos irmãos ou vender-se-iam a nós? Então, se calaram e não acharam que responder.

9 - Disse mais: Não é bom o que fazeis: Porventura, não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos?

10 - Também eu, meus irmãos e meus moços, a juro, lhes temos dado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho.

11 - Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, como também o centésimo do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que vós exigis deles.

12 - Então, disseram: Restituir-lhe-emos e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes. Então, chamei os sacerdotes e os fiz jurar que fariam conforme esta palavra.

Salmos 133.

 1 Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.

2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.

3 Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre 

42 - E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações.

Atos 2

 43 - Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas, e por isso todas as pessoas estavam cheias de temor.

44 - Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham.

45 - Vendiam as suas propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um.

46 - Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade.

47 -  Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.

Veja nesta edição

       I.            As diferenças que existe entre irmãos

     II.            A origem do termo "irmãos"

  III.            Fatores que impedem a nossa unidade e comunhão

 IV.            Neemias elimina as causas da desunião entre os Judeus

    V.            Os motivos e benefícios da comunhão entre irmãos

 VI.            A igreja como o corpo de Cristo o que isso significa ?

VII.            Os motivos porque devemos ir à Igreja

VIII.            Não devemos deixar de congregar

  IX.            Deus abomina a contenda entre irmãos

    X.            A maneira correta de resolver conflitos entre irmãos



Estamos de volta para dar sequência a série de estudos bíblicos sobre: Aprendendo a conviver com as diferenças

Agora falaremos sobre:

Fatores que impedem a nossa unidade e comunhão

III.                   Fatores que impedem a nossa unidade e comunhão

 


“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2 Co 13.13).

 Comunhão (Koinonia) significa: participação de algo indivisível. Podemos entender comunhão como unidade, pois ter algo em comum é o mesmo que ter unidade na igreja.

Atos 2.44: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum”.

Atos 2.42: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”.

A unidade existe ou acontece quando, e somente quando, temos algo ‘em comum’. No caso da igreja, o que há de comum entre os que creem é exatamente a igreja, ou o seu viver diário. Basta lermos os versículos 42 a 47 de Atos 2 para concluirmos isto!

(1Co 12.12,13) Paulo também nos diz que a igreja é o (único) corpo de Cristo, o qual é formado por vários e diferentes membros. Sim, somos vários e diferentes, mas temos algo em comum: funcionamos todos no mesmo corpo de Cristo, sob a direção do (único) Espírito Santo de Deus!

A unidade se externa a partir da vivência dos mandamentos de reciprocidade, ou seja, “uns aos outros”:

  •  Amar e honrar (Rm 12.10);
  • Servir (Gl 5.13);
  • Sujeitar-se (Ef 5.21);
  • Suportar e perdoar (Cl 3.13);
  • Instruir e aconselhar (Cl 3.16);
  • Confessar pecados e orar (Tg 5.16);
  • Admoestar (Rm 15.14);
  • Ser hospitaleiros (1Pe 4.9);
  • Consolar e edificar (1Ts 5.11);
  • Levar as cargas (Gl 6.2);
  • Lavar os pés (Jo 13.14).

Fatores que  impede a unidade no corpo de Cristo

Nossos motivos:

“Direção de Deus”. Pasmem, mas para alguns mais corajosos é, pura e simplesmente, “direção de Deus”; mesmo que isto vá contra todos os princípios divinos e a própria Palavra de Deus! Como há tempo para tudo (e isto é bíblico!), para estes, agora é tempo de não comungar, de ficar “de longe”, de não se comprometer muito.

Desânimo. Não estão com disposição interior para aprofundar relacionamentos. Estão numa fase de apenas “receber” de Deus, sem se envolverem demais com os irmãos por pensarem ou admitirem não ter muito para repartir.

Mágoas. Por terem experimentado sinceramente, noutro tempos, viverem em unidade, foram magoados, se decepcionaram e, para se precaverem disso, não se jogam mais de ‘corpo e alma’ nos relacionamentos.

Orgulho. Por não reconhecerem suas necessidades e dificuldades próprias, alguns julgam que os outros não têm muito para acrescentar em suas vidas (Pv 30.12).

 Egoísmo. Simples assim: “O solitário busca o seu próprio interesse” (Pv 18.1). Deus pensa diferente: “Pai de órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada. Deus faz que o solitário more em família” (Sl 68.5,6).

Descrença. Alguns não creem que isto seja assim. Ou, se um dia creram, agora não creem mais. Se não dizem, pensam: “No céu teremos unidade, aqui Deus inventou a igreja (leia-se: templo!) para frequentarmos aos fins de semana e não nos incomodamos muito uns com os outros. Todo esse papo de unidade é muito bonito e até poético, mas é um assunto espiritual, por isso, impossível de ser praticado”.

O motivo, segundo Deus:

Vejamos, agora, na Palavra, o real motivo para a falta de unidade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2 Co 13.13). Para Deus, nossos motivos não são válidos, pois são carnais! O que esta Palavra de Deus está dizendo é que a unidade verdadeira é algo do Espírito Santo e, por isso, só é praticável através dele!

É impossível termos comunhão com o Pai e o Filho, através do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, não querermos ter unidade entre nós. A falta de unidade entre os irmãos revela que nossa unidade com Deus está deficiente.

O que pode afetar nossa unidade com Deus? Isaías responde: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2).

 Por isso Jesus disse a Pedro: “Se eu não te lavar, não tens parte comigo” (Jo 13.8), e aos discípulos: “Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo” (Jo 13.10).

Alguns têm dificuldade com isso: dizem que já se arrependeram quando se converteram e, por isso, não precisam mais se arrepender… Não é verdade! Jesus também disse aos discípulos: “Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe”. (Lc 17.3,4). E ele ampliou isto: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18.22)!

Se Ele nos pede esta disposição para nos perdoarmos uns aos outros, é porque Ele próprio a tem para conosco!

Se o pecado nos afasta de Deus, afetando nossa unidade com Ele e com os irmãos (que são o corpo de Cristo); o que, ao contrário disso, aproxima o Senhor dos homens?

Salmo 34.18: “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido”.

Salmo 51.16,17: “Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus”.

Salmo 147.3: “Sara os de coração quebrantado e lhes pensa as feridas”.

Isaías 61.1: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados de coração, enviou-me a curar os quebrantados de coração …”.

Um coração quebrantado faz com que Deus se aproxime, e sem quebrantamento não há relacionamento saudável nem unidade verdadeira! Ou seja, dificuldades na unidade com Deus e com os homens demandam quebrantamento. Aí está o real motivo da deficiência de nossa unidade uns com os outros.

 Quebrantamento não é:

  • Suportar  os sofrimentos inerentes aos relacionamentos, devido às nossas diferenças. 
  • Aparentar humildade (autoflagelo).

Quebrantamento é:

  • Reconhecer a rebeldia do nosso “eu”; que queremos ser Deus.
  • Não aspirar ao poder; querer mandar.
  • Sair do centro.
  • Negar nosso “eu” (Lc 9.23): fazer morrer nossa vontade própria. Isto não significa que não teremos mais vontade própria, pois foi Deus que nos fez assim! Mas, que a submeteremos, dia-a-dia, à vontade de Deus, assim como fez Jesus: não mais o que eu quero, mas o que Deus quer (Fp 2.5-8)!

Admitir a interrupção/intervenção de Deus em nossas vidas e vontades (Exemplo: Simão, o homem que carregou a cruz para Jesus. Mc 15.21), pois isto pode vir a ser a glória de Deus em nossas vidas: Simão foi o único homem que, literalmente, carregou a cruz de Cristo; e, posteriormente, teve sua família citada por Paulo na carta aos romanos (Rm 16.13).

Jamais usurpar a glória de Deus. Como fazer isso? Cedendo lugar e honra aos outros.

Fazer reparações (acertar coisas, restituir) orientadas pelo Espírito Santo.

Condoer-se com as necessidades dos outros, e agir para repara-las e supri-las.

Por fim, quebrantar-se é deixar-se vencer! Convém que Cristo cresça e eu diminua, disse João Batista. Convém que outro vença e eu seja quebrantado, eu me deixe vencer, diz o Senhor! A Bíblia diz: “Ai do homem que confia no homem…” (Jr 17.5-10; Pv 3.5-7), e nós temos nos respaldado nisso para desconfiarmos uns dos outros, quando, na realidade, é para não confiramos em nós mesmos e nos rendermos à vontade do Senhor!

O nosso quebrantamento é o que vai gerar a unidade com Deus e com os irmãos. Que nos arrependamos de nossas imundícies para sermos lavados por Jesus de todos os motivos carnais para a falta de unidade na igreja, e busquemos o enchimento do Espírito e a sua comunhão para nos revestirmos do poder que nos capacita a vivermos a vida que agrada e glorifica a Deus. Então o mundo verá Sua glória em nós, e crerá que Deus enviou a Jesus.

No próximo segmento abordaremos o seguinte tema:

 Neemias elimina as causas da desunião entre os Judeus

Série: Aprendendo a conviver com as diferenças (2)

 

Por: Jânio Santos de Oliveira

 Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra

 Pastor Presidente: Eliseu Cadena

 Contatos 0+operadora (Zap)21 987704458 (Tim)

 Email ojaniosantosdeoliveira@gmai.com





Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor! 

Nesta oportunidade estaremos abrindo a Palavra de Deus que se encontra nos textos de Neemias 5.1,6-12; Salmos 133.1-3; Atos 2:42-47 que nos diz:

Neemias 5.

1 - Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres contra os judeus, seus irmãos.

6 - Ouvindo eu, pois, o seu clamor e essas palavras, muito me enfadei.

7 - E considerei comigo mesmo no meu coração; depois, pelejei com os nobres e com os magistrados e disse-lhes: Usura tomais cada um de seu irmão. E ajuntei contra eles um grande ajuntamento.

8 - E disse-lhes: Nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às gentes, segundo nossas posses; e vós outra vez venderíeis vossos irmãos ou vender-se-iam a nós? Então, se calaram e não acharam que responder.

9 - Disse mais: Não é bom o que fazeis: Porventura, não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos?

10 - Também eu, meus irmãos e meus moços, a juro, lhes temos dado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho.

11 - Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, como também o centésimo do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que vós exigis deles.

12 - Então, disseram: Restituir-lhe-emos e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes. Então, chamei os sacerdotes e os fiz jurar que fariam conforme esta palavra.

Salmos 133.

 1 Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.

2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.

3 Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre 

42 - E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações.

Atos 2

 43 - Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas, e por isso todas as pessoas estavam cheias de temor.

44 - Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham.

45 - Vendiam as suas propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um.

46 - Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade.

47 -  Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.

Veja nesta edição

       I.            As diferenças que existe entre irmãos

     II.            A origem do termo "irmãos"

  III.            Fatores que impedem a nossa unidade e comunhão

 IV.            Neemias elimina as causas da desunião entre os Judeus

    V.            Os motivos e benefícios da comunhão entre irmãos

 VI.            A igreja como o corpo de Cristo o que isso significa ?

VII.            Os motivos porque devemos ir à Igreja

VIII.            Não devemos deixar de congregar

  IX.            Deus abomina a contenda entre irmãos

    X.            A maneira correta de resolver conflitos entre irmãos



Estamos de volta para dar continuidade a série de estudos bíblicos sobre: Aprendendo a conviver com as diferenças

Agora falaremos sobre:

II.  A origem do termo "irmãos"

Jesus ensina-nos que a submissão ao Pai torna os homens em irmãos, não importando a origem étnica, a ausência de ligação familiar ou a idade: “Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã…” (Mt 12:50). Assim, todo aquele que persevera em Cristo é irmão dos demais discípulos de Cristo, e só deixa de ser considerado irmão se deixa de servir a Cristo: “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais” (I Co 5:11).

Nós, discípulos de Cristo, somos irmãos porque buscamos viver como uma família, desejando sempre o fortalecimento dos nossos laços de comunhão. Irmãos em Cristo se importam uns com os outros (Rm 14:21; I Co 6:6; 8:12,13), vivem em amor (I Jo 3:14; 4:21), cuidam uns dos outros (Tg 2:15,16; 4:11), oram uns pelos outros (1 Ts 5:25; 2 Ts 3:1), sacrificam-se uns pelos outros (I Jo 3:16) e até mesmo discordam entre si, quando necessário (2 Ts 3:6).

 Os líderes da Igreja de Cristo no 1º século, a exemplo de Paulo, Timóteo, Tito e Tíquico, também se tratavam como irmãos (2 Co 1:1; 2:13; Ef 6:21), muitas vezes renunciando outros títulos que lhes cabiam. Esses líderes, ainda que valorizando a liderança constituída por Deus e eleita pela Igreja (At 6:1-3), demonstraram que não queriam criar “castas” espirituais na Igreja, afinal, em Cristo, “não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos” (Cl 3:11).

O compromisso vivo percebido entre os irmãos marcou o início da trajetória cristã de Saulo. Aquele que havia sido inimigo dos cristãos, agora, convertido a Cristo, foi aceito, amado e protegido como se faz com um irmão. Saulo foi transformado em irmão Saulo, e assim foi tratado por Ananias: “Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, enviou-me…” (At 9:17). Pedro, em sua 2ª epístola, se referiu ao apóstolo como “nosso amado irmão Paulo” (2 Pe 3:15). Em Damasco, os irmãos em Cristo ajudaram Saulo a fugir daqueles que queriam matá-lo (At 9:22-25). Em Jerusalém, os irmãos decidiram acompanhar Saulo até Cesaréia, onde o enviaram de navio para Tarso, sua terra natal (At 9:30). Ser chamado de irmão pelos servos de Jesus tornou-se um título honroso para Paulo.

 Você tem valorizado a sua condição de irmão daqueles que também são filhos do Pai por meio de Jesus? Você tem marcado a vida dos seus irmãos por meio do seu testemunho, amor, zelo e compromisso permanentes? Isso é ser irmão!

Em muitas cartas do Novo Testamento, os leitores são chamados de “irmãos”. Veja, por exemplo, Romanos 1:13, 1 Coríntios 1:10, Gálatas 1:11 e 2 Pedro 1:10. No livro de Atos, lemos que esta já era uma prática comum entre os apóstolos e na igreja primitiva ( At 1.15-16; 2:37;15: 3, 23).

Algumas traduções da Bíblia escrevem “irmãos e irmãs”, para deixar claro que tanto homens quanto mulheres são chamados por esse termo geral. É claro que nem todas essas pessoas são da mesma família. Então, por que eles se chamam de “irmãos e irmãs”?

Jesus define quem são Seus irmãos e irmãs

Nos Evangelhos, lemos como Jesus dá uma nova definição de membro da família. Ele é informado de que Sua mãe e Seus irmãos O estão procurando. Eles são Seus “verdadeiros” membros da família, mas Jesus responde: “Quem são minha mãe e meus irmãos? … Quem faz a vontade de Deus é meu irmão, irmã e mãe ”(Mc 3. 32-35).

Jesus define a fraternidade não por relacionamentos naturais, mas por conexões espirituais. Isso não significa que os membros naturais da família não sejam importantes (1 Tm 5: 8). Mas isso significa que o relacionamento espiritual é ainda mais forte.

Os cristãos são todos filhos de um Pai

Os crentes são irmãos e irmãs porque todos eles têm um relacionamento especial com Deus Pai. Romanos 8: 14-16 explica: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois não recebestes o espírito de escravidão para voltar ao medo, mas recebestes o Espírito de adoção como filhos, pelo qual clamamos, Abbá! Pai! O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. ”

O mesmo capítulo diz: “E sabemos que para aqueles que amam a Deus todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que são chamados segundo o Seu propósito. Pois aqueles que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos ”(Rm 8: 28-29). Jesus Cristo é o Filho de Deus. Mas Deus adota humanos em Sua família, para que todos se tornem irmãos e irmãs espirituais.

Amor fraternal

Ser irmãos e irmãs em Cristo nos dá certa responsabilidade uns pelos outros. Devemos amar os outros como a nós mesmos, mas nossa família espiritual tem um lugar especial. Como diz Gálatas 6:10: “Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, e principalmente aos que são da família da fé”.

Somos chamados ao amor fraternal (Jo 13:34, Rm 12:10, Hb 13: 1). Somos chamados a sentir as tristezas uns dos outros e a viver em unidade (1 Pe 3: 8). Juntos, somos uma só igreja mundial, a noiva de Cristo.

No próximo segmento abordaremos o seguinte tema:

Fatores que impedem a nossa unidade e comunhão

Série: Aprendendo a conviver com as diferenças (1)

  Por: Jânio Santos de Oliveira

 Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra

 Pastor Presidente: Eliseu Cadena

 Contatos 0+operadora (Zap)21 987704458 (Tim)

 Email ojaniosantosdeoliveira@gmai.com




Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor! 

Nesta oportunidade estaremos abrindo a Palavra de Deus que se encontra nos textos de Neemias 5.1,6-12; Salmos 133.1-3; Atos 2:42-47 que nos diz:

Neemias 5.

1 - Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres contra os judeus, seus irmãos.

6 - Ouvindo eu, pois, o seu clamor e essas palavras, muito me enfadei.

7 - E considerei comigo mesmo no meu coração; depois, pelejei com os nobres e com os magistrados e disse-lhes: Usura tomais cada um de seu irmão. E ajuntei contra eles um grande ajuntamento.

8 - E disse-lhes: Nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às gentes, segundo nossas posses; e vós outra vez venderíeis vossos irmãos ou vender-se-iam a nós? Então, se calaram e não acharam que responder.

9 - Disse mais: Não é bom o que fazeis: Porventura, não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos?

10 - Também eu, meus irmãos e meus moços, a juro, lhes temos dado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho.

11 - Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, como também o centésimo do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que vós exigis deles.

12 - Então, disseram: Restituir-lhe-emos e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes. Então, chamei os sacerdotes e os fiz jurar que fariam conforme esta palavra.

Salmos 133.

 1 Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.

2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.

3 Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre 

42 - E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações.

Atos 2

 43 - Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas, e por isso todas as pessoas estavam cheias de temor.

44 - Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham.

45 - Vendiam as suas propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um.

46 - Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade.

47 -  Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.

Veja nesta edição

       I.            As diferenças que existe entre irmãos

     II.            A origem do termo "irmãos"

  III.            Fatores que impedem a nossa unidade e comunhão

 IV.            Neemias elimina as causas da desunião entre os Judeus

    V.            Os motivos e benefícios da comunhão entre irmãos

 VI.            A igreja como o corpo de Cristo o que isso significa ?

VII.            Os motivos porque devemos ir à Igreja

VIII.            Não devemos deixar de congregar

  IX.            Deus abomina a contenda entre irmãos

    X.            A maneira correta de resolver conflitos entre irmãos



Estamos de volta agora para iniciar a série de estudos bíblicos sobre: Aprendendo a conviver com as diferenças

Agora falaremos sobre:


 I. A origem do termo rivalidade

Rivalidade é a palavra mais adequada para disputa de água

Rivalidade deriva de Rivalis, do Latim.

É muito comum que a disputa por águas compartilhadas termine em rivalidade entre nações, estados, cidades ou mesmo lugarejos. Rivalidade, aliás, é uma palavra mais adequada para nominar este tipo de conflito. E você sabe por quê?

A palavra rivalidade deriva do latim; vem da palavra Rivus, que quer dizer “rio, ribeirão, regato”.  O plural de Rivus é Rivalis, também em latim, e significava “relativo a ribeiro, que está à margem dele; ribeirinho”. De forma natural, a palavra Rivalis era usada também para designar “os que têm direito em comum ao uso de uma corrente d’água”.

 Uma das primeiras rivalidades entre os seres humanos surgiu por disputa de água, para si e para os animais domésticos, provavelmente por povoações estabelecidas às margens de um mesmo curso d´água. Ou seja, nos inúmeros casos em que os rios e riachos demarcavam propriedades, o vizinho da margem de cá e o vizinho da margem de lá eram chamados Rivales.

É claro que muitas vezes a convivência entre os Rivales não era pacífica – o que devia acontecer na maioria das vezes.  A história conta que, na Roma antiga, os cursos d’água eram canalizados e divididos entre vizinhos agricultores, podendo ser fechados ou abertos para irrigar as plantações. Isso naturalmente deu ocasião a que uns tentassem prejudicar os outros para aproveitar melhor a água em benefício próprio. Como resultado, não era raro se formarem verdadeiras inimizades. Rivalidades.

 No português a palavra adquiriu um novo sentido; Rivalis virou sinônimo de oponente, êmulo, competidor. Nas rivalidades, o objeto de disputa faz o papel de riacho de águas compartilhadas naquilo que o dicionário Houaiss chama de “metáfora tomada da linguagem rústica.


II. As diferenças que existe entre irmãos


A rivalidade entre irmãos remonta a quase o começo dos tempos, começando com os dois primeiros irmãos mencionados nas Escrituras, Caim e Abel. Encontramos outras rivalidades entre irmãos na Bíblia, incluindo Ismael e Isaque, Esaú e Jacó, Lia e Raquel, José e seus irmãos, e Abimeleque e seus irmãos. Em cada caso, essa rivalidade levou um ou mais irmãos a tomarem uma atitude pecaminosa e mal aconselhada.

Deus deseja que os irmãos vivam em harmonia e amor uns com os outros (Sl 133:1). O amor fraternal é usado como um exemplo de como os crentes devem tratar uns aos outros (Hb 13:1; 1 Pe 3:8). Sabemos, no entanto, que nem sempre vivemos da maneira que devemos e que a rivalidade entre irmãos existe. Irmãos e irmãs discutem e brigam entre si, mentem e enganam uns aos outros, e muitas vezes tratam uns aos outros horrivelmente.

O trabalho dos pais é criar filhos para serem semelhantes a Cristo, por isso devemos observar Jesus para aprender o que Ele disse ser importante sobre como nos comportamos e como tratamos os outros.

Jesus disse que os dois mandamentos mais importantes eram amar a Deus e amar ao próximo (Mt 22:36–40). Sabemos que Jesus pretendia que o próximo se referisse àqueles que estão próximos a nós e que ninguém está mais próximo do que nossos próprios irmãos e irmãs. A casa deve ser um lugar onde os filhos aprendam a amar uns aos outros. “O amor cobre todas as transgressões” (Pv 10:12), inclusive as causas da rivalidade entre irmãos.

A rivalidade entre irmãos pode se originar do ciúme, do egoísmo e da parcialidade parental (real ou percebida). A rivalidade entre Caim e Abel parece ter sido causada pelo ciúme de Caim sobre a aceitação do sacrifício de Abel (Gn 4:3–5). A rivalidade entre irmãos assassinos na família de Gideão foi causada pelo desejo egoísta de Abimeleque de governar como rei (Jz 9:1-6). A rivalidade entre os filhos de Jacó foi alimentada pelo favoritismo de Jacó a José (Gn 37:3-4).

As causas da rivalidade entre irmãos podem ser superadas pela bondade, respeito e, claro, amor (1 Co 13:4-7). Os pais devem insistir que seus filhos tratem uns aos outros com gentileza, respeito e amor - e os pais devem fazer o mesmo.

As escrituras nos ensinam como nos relacionar uns com os outros. Efésios 4:31–32 aborda vários comportamentos negativos para evitar e comportamentos positivos para cultivar: “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” Filipenses 2:3–4 também é útil: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.”

O relato de José e seus irmãos envolve inicialmente a rivalidade entre irmãos baseada na inveja e no ódio, e algumas coisas horríveis acontecem com José. No entanto, a história tem um final feliz. De fato, a história de José acaba sendo sobre o amor fraterno, o perdão e a bondade e soberania de Deus ( Gn 37–50). Como José trata os seus irmãos no último capítulo de Gênesis é um bom exemplo de bondade, humildade e amor.

Uma das maravilhas da criação de Deus é a variedade que existe entre os seres humanos. Somos todos igualmente criados por Deus à sua imagem, contudo não há dois indivíduos exatamente iguais. Cada um de nós é um inigualável pacote de forças, capacidades, personalidades. e cada um de nós lida com a vida de um modo diferente.

Sempre que duas ou mais pessoas têm oportunidade de trabalhar juntas, é possível ver suas diferenças individuais como parte da força do grupo. Cada pessoa do grupo traz alguma coisa para o trabalho que estaria faltando se essa pessoa estivesse ausente. Um grupo pode ter mais sabedoria e poder do que um indivíduo jamais poderia ter. Contudo, para os membros do grupo o desafio é verdadeiramente trabalhar juntos, certificando-se de que suas diferenças ajudam o trabalho em vez de o prejudicar. Os grupos mais fortes são aqueles impulsionados por uma meta comum ou uma visão compartilhada, tão importante para o grupo que seus membros subordinam suas diferenças à busca da missão coletiva. Se as pessoas cuidarem bastante do que estão fazendo juntas, não serão impedidas pelas suas diferenças. Elas farão de suas diferentes perspectivas uma parte de sua força, e não de sua fraqueza.

Quando a obra que as pessoas estão fazendo é a obra do Senhor, a meta perseguida é nada menos do que a glorificação de Deus. Tudo o que acontece é para ser visto dentro do contexto desta missão. Quaisquer dificuldades e diferenças que possam ameaçar romper o trabalho têm que ser subordinadas à meta mais importante de dar glória a Deus. Paulo escreveu, "Por isso, também não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus vos torne dignos da sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé; a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo" (2 Ts 1:11-12). Diferenças entre cristãos deverão ser tratadas de um modo que glorifique a Deus. Como o povo de Deus, temos uma meta que é maior do que nossas diferenças. O que estamos fazendo é demasiadamente importante para que deixemos o diabo nos separar.

Isto certamente não significa que a verdade seja comprometida ou que a paz seja buscada "a qualquer preço". O que isto significa é que mesmo quando assuntos da maior importância para a fé estão sendo debatidos, a controvérsia seja conduzida de um modo espiritualmente maduro que preserve a honra do Senhor e seja mais capaz de conduzir a uma resolução unificada baseada na verdade. A nível prático, o que isto exige é aprender como equilibrar coragem e consideração. E a maioria de nós poderia aceitar algum auxílio para acertar este equilíbrio. Muito frequentemente, as duas únicas respostas com as quais mostramos alguma familiaridade são "luta" ("coragem" imatura, desequilibrada) ou "fuga" ("ponderação" imatura, desequilibrada). Como seria muito melhor se aprendêssemos (ainda que possa ser difícil) a mostrar tanto coragem amadurecida como ponderação amadurecida!


No próximo segmento abordaremos o seguinte tema:

 A origem do termo "irmãos"

Série: Aprendendo a conviver com as diferenças (introdução)

 Por: Jânio Santos de Oliveira

 Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra

 Pastor Presidente: Eliseu Cadena

 Contatos 0+operadora (Zap)21 987704458 (Tim)

 Email ojaniosantosdeoliveira@gmai.com



Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor! 

Nesta oportunidade estaremos abrindo a Palavra de Deus que se encontra nos textos de Neemias 5.1,6-12; Salmos 133.1-3; Atos 2:42-47 que nos diz:

Neemias 5.

1 - Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres contra os judeus, seus irmãos.

6 - Ouvindo eu, pois, o seu clamor e essas palavras, muito me enfadei.

7 - E considerei comigo mesmo no meu coração; depois, pelejei com os nobres e com os magistrados e disse-lhes: Usura tomais cada um de seu irmão. E ajuntei contra eles um grande ajuntamento.

8 - E disse-lhes: Nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às gentes, segundo nossas posses; e vós outra vez venderíeis vossos irmãos ou vender-se-iam a nós? Então, se calaram e não acharam que responder.

9 - Disse mais: Não é bom o que fazeis: Porventura, não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos?

10 - Também eu, meus irmãos e meus moços, a juro, lhes temos dado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho.

11 - Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, como também o centésimo do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que vós exigis deles.

12 - Então, disseram: Restituir-lhe-emos e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes. Então, chamei os sacerdotes e os fiz jurar que fariam conforme esta palavra.

Salmos 133.

 1 Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.

2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.

3 Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre 

42 - E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações.

Atos 2

 43 - Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas, e por isso todas as pessoas estavam cheias de temor.

44 - Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham.

45 - Vendiam as suas propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um.

46 - Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade.

47 -  Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.

Veja nesta edição

       I.            As diferenças que existe entre irmãos

     II.            A origem do termo "irmãos"

  III.            Fatores que impedem a nossa unidade e comunhão

 IV.            Neemias elimina as causas da desunião entre os Judeus

    V.            Os motivos e benefícios da comunhão entre irmãos

 VI.            A igreja como o corpo de Cristo o que isso significa ?

VII.            Os motivos porque devemos ir à Igreja

VIII.            Não devemos deixar de congregar

  IX.            Deus abomina a contenda entre irmãos

    X.            A maneira correta de resolver conflitos entre irmãos

 

Os seguidores de Jesus foram identificados por diferentes títulos no Novo Testamento: discípulos, santos, cristãos, seguidores do Caminho, irmãos. Este último tem sido adotado no seio da Igreja de Cristo com voluntariedade e riqueza de significado, por isso, devemos sempre refletir na sua origem bíblica e nas razões que nos fazem chamar alguém de “irmão” ou “irmã”, evitando o esvaziamento desta bela e espiritual forma de tratamento entre os cristãos.

Nesta seção de 10 estudos bíblicos segmentados visando trazer a solução sobre os conflitos existentes entre os nossos irmãos na Igreja, procurarei mostrar que apesar das diversas diferenças, é possível conviver em plena harmonia com os nossos queridos irmãos em Cristo Jesus.

Estaremos mostrando que mesmo sendo irmãos, diversos personagens tiveram comportamentos diferentes, tais como:

Abel x Caim ;

 Ismael e Isaque; 

Esaú e Jacó;

Lia e Raquel; 

José e seus irmãos;

 Abimeleque e seus irmãos.

 Em cada caso, essa rivalidade levou um ou mais irmãos a tomarem uma atitude pecaminosa e mal aconselhada.

Estaremos mostrando que é possível conviver com as diversas e as mais  variadas diferenças.

Muitos dos nossos irmãos em Cristo ainda não obtiveram a educação necessária para que isso aconteça. Aliás, as escolas deveriam primar por educar as crianças nesse sentido, pois quando estes estiverem adultos, terão um comportamento diferente do que em geral nós observamos nas nossas Igrejas.

Aconselho a cada um dos irmãos internautas acompanharem este tão importante estudo bíblico.